Aplicativo facilita deslocamentos

Téo Scalioni
maio07/ 2015

Recém autorizado pela justiça para funcionar no Brasil, um dos aplicativos mais badalados dos últimos tempos também está disponível em Belo Horizonte. O Uber, startup que conecta motoristas parceiros que usam carros de luxo a usuários e plataforma, já opera na capital desde dezembro. Hoje, o chamado do passageiro é atendido em no máximo cinco minutos. Fundado em 2010 em São Francisco, na Califórnia (EUA), o App está presente em 280 cidades de 55 países.

O modelo operacional da Uber se diferencia dos demais serviços de transportes. Nele, a pessoa baixa o aplicativo, faz cadastro na plataforma e passa os dados do cartão de crédito. Pelo App, ela o chama o motorista, que ativa a chamada e faz a corrida. Ao chegar ao destino, o condutor mostra o valor ao passageiro e finaliza o serviço via celular. O custo, por quilometragem e tempo da viagem, é debitado diretamente no cartão de crédito do usuário. Tudo de maneira online, sem pagamento em dinheiro.

Outro diferencial é o modelo de negócio. O carro pertence ao motorista, que passa por minucioso recrutamento, com atendimento a requisitos de segurança. E o veículo precisa estar de acordo com as normas do aplicativo – carros luxuosos, com banco de couro, arcondicionado, documentação em dia e sem muitas multas. Quando o motorista está apto para pegar alguma corrida, ele se coloca disponível no aplicativo para receber os chamados. O pagamento é repassado ao dono do carro e é relativo ao serviço, ao combustível e à utilização do veículo. Uma porcentagem fica com a Uber. “Trata-se de uma novidade de economia compartilhada e colaborativa, em que todos ganham”, observa o porta-voz da Uber no Brasil, Fábio Sabba.

Sobre a legalização do serviço, muito contestado, principalmente por motoristas de táxi, Fábio Sabba acredita que a legislação de trânsito é muito antiga e precisa ser atualizada. “Estamos trabalhando com algo completamente novo. Bom para as cidades, economia e que gera empregos. Conversamos com governo, sociedade civil e empresas para encontrarmos a melhor solução”, afirma. Segundo ele, o serviço é legal, só precisa de regulamentação. 

O aplicativo é o mesmo em todas as cidades do mundo. Assim, mesmo no exterior, o usuário poderá utilizar os serviços da  startup, sem precisar baixá-lo novamente ou fazer atualização. O preço varia de acordo com a cidade. Na capital mineira, parte de uma tarifabase de R$ 4,50, mais R$ 0,30 por minuto, mais R$ 2,17 por quilometro.  A corrida mínima é R$ 10, assim como a taxa de cancelamento.  

www.uber.com/cities/belo-horizonte

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