Todos podem ter um canal de televisão

Redação
maio15/ 2018

Por Sérgio Antônio Figueiredo *

Você não leu errado meu amigo, é isso mesmo. Não só as empresas, como também nós reles mortais. Todos podemos ser donos de um canal de televisão e nos relacionarmos diretamente com nosso público, sem intermediários. Aliás, me permita uma correção, com intermediários, e eu explicarei isso no decorrer do texto.

Marketing de conteúdo funciona e todos nós já sabemos. As redes sociais e a Netflix quebraram a televisão tradicional, nós também já sabemos. Youtube invadiu as salas e as smart tvs… Bom, isso pode ser novidade para alguns, uma vez que a tv digital só chegou 100% nas casas brasileiras em meados de novembro do ano passado. Mas, isso também não é tão novidade assim.

Todavia, o que me motivou a escrever esse texto aqui no pulse é uma revolução que eu estou vendo acontecer no Stories. Sim, o Facebook atirou onde viu e acertou onde não viu.

Para entender esse fenômeno eu resolvi apresentar esse texto no seguinte esquema: i) a história, ii) a guerra dos tronos e iii) o prefeito.

1- A história

Antes do Mark Zuckerberg decidir que ia dominar o mundo – digo isso porque depois da compra do Instagram ele começou a brincar de Monopoly com as redes sociais, bem antes disso, o Instagram era uma rede social praticamente sem fins lucrativos, capitaneada por fotógrafos profissionais e amadores que viam na rede um espaço para mostrar e divulgar trabalhos artísticos. Logo em seguida, vieram os hipsters (sempre eles) com suas postagens de traveling, moda e food. O Instagram e seus filtros possibilitava a todos a alcunha de cool. Bem, o resto é história e alguém escreverá sobre ela. O meu ponto aqui é que o Facebook viu o potencial crescente e comprou por 1 bi a brincadeira dos descoladinhos de plantão. E claro, com uma intenção muito óbvia: monetizar o máximo possível essa brincadeira.

Nos anos seguintes o que mais ouvi nas minhas rodas de amigos era: “o Instagram virou farofa”, “o Facebook tornou o Instagram uma mer..”, “saí do Instagram” e blá blá blá… Nunca entendi porque hipster odeia farofa e farofeiro é um adjetivo ruim. A verdade é que o Facebook popularizou o Instagram, o deixou mais acessível e com maior usabilidade. E, claro, encheu o app de anúncios.

Nesse contexto, o Instagram ficou relegado ao segundo plano e assim era de bom tamanho. Até que na surdina veio de mansinho o Snapchat e deixou nosso querido Mark Zuckerberg, já prefeito da cidade por ter comprado o Whatsapp, de cabelos em pé. Tão logo, o prefeito ordenou: façam uma proposta!

2- A guerra dos tronos

A guerra dos tronos pela vida real, ou melhor, aquele Snap no banheiro que todo mundo já fez um dia. Mas, vamos aos fatos: o Snapchat nasceu em meados de 2011, mas foi em 2013/14 que ele se popularizou no Brasil. Atingiu seu ápice no verão de 2016 e depois “ninguém sabe e ninguém viu”.

A promessa da marca era clara. Veríamos um pedacinho da vida íntima das pessoas em um espaço de tempo curto. Como o brasileiro tem que ser estudado, logo os Snaps íntimos e escatológicos viraram febre. Novas celebridades como Taynara O.G. nasceram, brigas de famosos foram transmitidas em tempo real . E o Snap não se rendeu às ofertas milionárias do Facebook.

3- O prefeito de Facenopoly ou facebanco imobiliário

Zuckerberg ao ter o seu orgulho ferido, lançou o stories que rapidamente tomou o lugar do snap nos celulares brasileiros. O que o prefeito não esperava era que o facebook também perderia seu favoritismo.

Uma pausa para eu contar uma pequena história: eu e minha noiva nos conhecemos pelo Facebook, essa rede social era de certa forma importante para nós. Pois bem, comecei a perceber que o Instagram estava na moda de novo, quando descobri que minha noiva tinha saído do Facebook e só usava Instagram. No carnaval, fui à cidade onde minha irmã mora e descobri que ela tinha deletado o aplicativo. Fui tentar contato com a minha host sister finlandesa pelo messenger do Facebook e ela me respondeu duas semana depois dizendo: desculpas, eu nunca acesso aqui, você me contacta mais rápido pelo Instagram.

E aqui está meu ponto: eu estou longe de dizer que o Stories é a bola da vez, aliás provavelmente não é ou já é passado. O fato é que eu me peguei pensando em fazer o Stories de uma marca virar um canal de televisão.

Quero saber de vocês nos comentários, é possível ou viajei muito? Se gostou pode curtir e compartilhar.

* Sérgio Antônio Figueiredo é fundador e success maker na Jazz Digital Hacks

 

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