Tecnologia a serviço do bem-estar

Redação
junho28/ 2017

 

A tecnologia como ferramenta de qualidade de vida. Estudantes do curso de graduação de fisioterapia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), em parceria com o Laboratório Aberto do SENAI e a startup participante do FIEMG LAB3DLopes, identificaram a necessidade de maior interação entre diferentes áreas como da engenharia e da saúde no processo de adaptação de pacientes amputados com próteses produzidas a partir de impressão 3D.

entrega da prótese desenvolvida como fruto desta parceria, foi para o jovem Bruno Lohan, paciente selecionado para o projeto. A parceria representa um passo importante para a consolidação da ideia inovadora de aliar o trabalho de fisioterapeutas na reabilitação desse tipo de paciente conjuntamente com todo o desenvolvimento físico e mecânico da peça, método inédito no Brasil.

Após a entrega da prótese definitiva, Bruno Lohan passará por quatro estágios progressivos de treinamento funcional objetivando a adaptação e uso da prótese em seu dia-a-dia, tornando-o independente em boa parte das suas atividades. “A partir de agora, eu terei boa parte da minha independência de volta, vou poder realizar coisas que sempre tive o costume como cozinhar, poder voltar a estudar e até ir a academia,” contou o jovem.

O diretor executivo da 3DLopes, Daniel Lopes, responsável pelo desenvolvimento do projeto conta sobre o processo de produção da peça. “A prótese é feita de PLA (poliácido lático), um bioplástico feito a partir da extração do álcool do milho e que é mais forte e mais leve que o plástico comum.”  Além disso, outra vantagem desse tipo de peça é o baixo custo. “O valor de uma prótese convencional que atenda as necessidades de esforço e peso de um adulto giram entre 120 mil e 130 mil reais,” conta Lopes. O projeto feito em Minas Gerais custou pouco mais de 10 mil, menos de 10% de uma peça convencional, e foi subsidiado pelo programa de Serviços em Inovação e Tecnologia (SEBRAETEC), que arcou com 80% do valor total dos materiais e produção da prótese.

Gabriel Mendes, graduando de fisioterapia pela PUC e um dos integrantes do projeto, contou a respeito da possibilidade de expansão do projeto. “Essa é uma iniciativa que pode trazer benefícios para a população de amputados, gerando novos frutos no âmbito coletivo. Além de, influenciar ações dos setores público e privado e servir como base para a atuação de profissionais da área da saúde e engenharia,” finalizou.

Fonte: Fiemg

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