Por que as empresas estão investindo em produção de conteúdo

Redação
janeiro07/ 2016

Fundada em 1997, a Netflix começou como um serviço de aluguel de filmes. Após um período de testes, lançou o serviço de streaming que a tornou popular. Mas o interessante é que, nos últimos anos, podemos perceber que o foco está mudando mais uma vez: de uma empresa que fornece acesso a conteúdo de terceiros para uma que produz seu próprio conteúdo.

A Netflix é notoriamente avessa a divulgar seus números de audiência. Porém, o sucesso de público e crítica conquistado por séries como House of Cards, aliado ao orçamento crescente para a produção de novas séries, filmes e documentários, deixam poucas dúvidas de que o caminho escolhido é considerado bem-sucedido – e já está sendo replicado por outras companhias. O exemplo mais recente é o Howl, um player de podcasts.

Howl post

 

 

 

 

 

 

 

 

O recente lançamento da versão paga do player levou muitos a compararem o Howl à Netflix, já que o usuário realiza uma operação semelhante em ambas as plataformas: paga para ter acesso a um agregador de conteúdo. No entanto, a comparação deveria considerar um segundo aspecto do funcionamento do Howl: assim como na Netflix,seus fundadores estão dispostos a investir (e muito) na produção de conteúdo próprio, de longas histórias seriadas a documentários de apenas um episódio.

É uma forma inventiva e ambiciosa de lidar com uma limitação do mercado no qual o Howl se insere. Com uma popularidade cada vez maior nos EUA, podcasts podem ser encontrados gratuitamente, em diversas formas e sobre assuntos variados, de graça na internet. Além disso, já existe um número enorme de agregadores, também sem custo. Para que um player pago seja desejado, é preciso que ele ofereça mais do que o básico. O “x” da questão está no fato de que sempre haverá demanda por conteúdo de qualidade, que chame a atenção e prenda o espectador, ouvinte ou leitor.

Não é à toa que o aumento do prestígio de série de televisão coincide com a popularização da Netflix. A lógica para o sucesso do Howl é semelhante. O mundo dos podcasts não precisa de mais um player, mas sempre precisa de mais sucessos, de séries que sejam comentadas e alavanquem o mercado como um todo. Se o Howl conseguir oferecer conteúdo original bom o suficiente para manter e aumentar sua base de usuários, poderá investir cada vez mais na criação de conteúdo, alimentando um ciclo virtuoso. E só aí poderá ser considerado o “Netflix dos podcasts”.

Fonte: Startup Sebrae

 

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