Ideas for Milk divulga as startups finalistas

Embrapa lança Ideas for Milk, o primeiro desafio de startups exclusivo para o leite
Redação
novembro28/ 2016

 

A Embrapa Gado de Leite divulgou os nomes das primeiras finalistas da competição Ideas For Milk. Startups do Brasil inteiro participaram do desafio e, aos poucos, vão sendo selecionadas para a etapa nacional. As tecnologias vão de ferramentas para ter dados mais precisos à respeito da coleta de leite a ideias que permitem rastrear a origem do leite e monitorar o consumo de concentrado por bezerras leiteiras. Conheça os serviços selecionados até o momento:

SCL Rota – Vencedores da final de Belo Horizonte, Juscelino Pereira, Luiz Carlos Ferreira, Otavio Fernandes e Eunides Santos se juntaram em 2014 para fundar a startup SLC Rota (Sistema de Coleta de Leite). Seu objetivo era resolver o problema da segurança dos dados na coleta do leite. Para isso, desenvolveram uma plataforma que automatiza o controle das informações de coleta na propriedade e de entrega na indústria. Com uma interface intuitiva, o sistema armazena informações de todo o processo. O transportador, o caminhão e a propriedade rural são identificados por códigos inseridos em tags. Essas tags permitem a troca de dados de forma rápida e automática, pelo celular. Outra característica relevante é que o SCL Rota funciona mesmo sem sinal de Internet.

Magis Coleta – Outra solução escolhida no mesmo ramo é a fornecida pela Magistech, chamada Magis Coleta. O produto consiste de um aplicativo móvel para realizar o registro de dados na captação de leite, que funciona em tablets e smartphones com sistema operacional Android, associado a um software web para cadastros e emissão de relatórios gerenciais. Seu objetivo é proporcionar às indústrias de laticínios a automatização da captação, reduzindo custos, evitando fraudes e aumentando a confiabilidade no registro dos dados, que passam a ser realizados diretamente pelo transportador in loco. De acordo com José Geraldo Paiva, da Magistech, a solução traz mais eficiência para o controle da operação, diminuindo a necessidade de mão de obra envolvida na digitação de registros de entrada, assim como erros no processo.

Meu Leite – Com foco em fortalecer as relações entre os segmentos da cadeia produtiva do leite – consumidor, varejista, indústria e produtor – o sistema permite que consumidores em geral consigam rastrear informações das fazendas produtoras e dos laticínios, o que é feito por meio de um aplicativo, que também atende aos produtores. Nesse caso, a interação traz a possibilidade de determinar qual o destino final do leite produzido. Já no caso da relação entre laticínios e consumidores, a ferramenta permite que seja feita uma divulgação de produtos, com local de compra e contato direto via app.

De acordo com o professor Marcos Rodrigues de Mattos, da equipe Meu Leite, o objetivo é mesmo integrar toda a cadeia. “Em um cenário repleto de escândalos relativos a fraudes e adulterações de leite e derivados, nossa proposta visa estabelecer um canal de comunicação rápido e fácil”, que permita ao consumidor conhecer a origem do produto lácteo que está consumindo.

Systech Feeder – Outro vencedor foi um sistema integrado hardware/software que monitora em tempo real o consumo de concentrado de bezerras. Seu propósito é definir o momento do desaleitamento, otimizar tempo e mão de obra, promover ganho em desempenho e reduzir o custo alimentar com gerenciamento eficiente via dispositivos fixos e móveis.

A ideia de desenvolver o sistema veio do professor Nilson Morais Júnior, que observou a falta de tecnologias para facilitar o fornecimento de ração, desaleitamento e monitoramento da nutrição de bezerras leiteiras. “O Systech Feeder atende a um amplo espectro de fazendas que utilizam casinhas tropicais, sistema argentino e bezerreiros individuais”, diz.

Segundo Lucas Reichelm, o desenvolvimento de sistema de controle alimentar tem como bases tecnológicas o dispositivo de fornecimento de concentrado, o sensor propriamente dito e a tecnologia de transmissão de informações, que é o software de gerenciamento. Seu papel é gerar e armazenar dados de consumo diário das bezerras, podendo alertar para qualquer aumento ou redução bruscos, momento do desaleitamento e necessidade de reposição de concentrado. A proposta foi desenvolvida pela equipe Salvati & Morais.

 

Fonte: Portal DBO

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