Youpper: aceleradora de negócios

Larissa Borges
fevereiro22/ 2017

Uma empresa que une smart data, consultoria e pesquisa para levar insights e acelerar os negócios dos seus clientes. Essa é a proposta da Youpper, que chegou recentemente no mercado nacional. Conversamos com o CEO e idealizador da empresa, Diego Oliveira, que falou sobre a experiência de empreender, o diferencial da empresa e as tendências para o segmento de inovação em 2017. Confira:

 

Minas Inova (MI) – Por que decidiu abrir o seu próprio negócio? 

Diego Oliveira (DO) – Minha experiência de mercado na área de pesquisa de marketing foi muito produtiva, muito significativa. Realmente, meu crescimento profissional nos mais de 16 anos foi bem expressivo. No entanto, eu cheguei a um determinado momento na minha carreira em que estava agindo muito em consonância com as orientações institucionais da empresa e sem espaço para exercer meu lado mais criativo e empreendedor. Estava sentindo falta de novos desafios, de fomentar mais meu lado de líder, conduzindo equipes por caminhos mais arriscados, mas também mais rentáveis pessoal e financeiramente. Foi essa sensação de ter chegado a um patamar bacana, porém confortável na minha carreira que me fez pensar: será que quero ficar confortável, ou quero agora ir em busca de mais insights, de mais experiências, de mais criatividade? Esse questionamento foi essencial, bem como condições contextuais do mercado, para me impulsionar a esse novo projeto.

 

MI – Agora você se tornou um empreendedor. Quais os principais desafios? E as principais vantagens? 

DO – Primeiro, eu acredito que as pessoas/clientes com os quais tenho que lidar não são desafios, são a principal atividade da minha nova função. O que me motiva é estar em contato com pessoas. É isso que faz com que eu cresça profissionalmente. O desafio, claro, é prospectar esses clientes, mas o grande ganho é construir as relações, que no meu entender são sempre duradouras (comercialmente, ou não). Agora, é inegável que como empreendedor o grande desafio é lidar com questões executivas do dia a dia, organizar de tal forma a minha agenda para que eu não seja sufocado por toda a burocracia com a qual temos que lidar. Acredito sinceramente que o empreendedor tem que ser um dos alicerces das novas mudanças nesse país, entre elas, a exigência de condições mais favoráveis e menos complicadas para que se possa criar negócios sustentáveis, movimentando a economia e gerando empregos.

 

MI – Como surgiu a ideia de abrir a Youpper Consumer & Media Insights? Qual o diferencial da empresa? 

DO – A Youpper Consumer & Media Insights é uma empresa com vocação de consultoria, talento de agência de publicidade e sede de inovação de startup. Acho que essa mistura boa de competências, mais a filosofia de incentivar a diversidade é, realmente, o nosso grande diferencial. Acreditamos, na Youpper, que para ser diferente é preciso ser diverso, é preciso aceitar e abraçar as diferentes culturas, pois é desses ricos campos que sairão os mais incríveis insights. Inspiração é fruto de muito trabalho e insight é fruto de muita imersão na realidade das pessoas.

E é por tudo isso que a Youpper surgiu. Eu queria uma empresa que buscasse na diversidade de culturas, de pessoas, de gêneros, de situações e profissões as inspirações para fazer uma gestão de comunicação diferente para os clientes. Por isso, a Youpper é uma aceleradora de negócios na área de comunicação e pesquisa, nós contribuímos de maneira impactante com a atividade fim dos nossos clientes, seja gerando insights, seja conduzindo estratégias pertinentes e criativas de comunicação.

 

MI – Como a pesquisa de mercado pode ajudar as empresas a se tornarem mais inovadoras? 

DO – A pesquisa é uma ferramenta importante para investigar situações, para descobrir situações, porém, o mais relevante mesmo é como a Youpper trata os dados coletados, a maneira como a gente consegue olhar de maneira tão diferenciada para as informações e chegar a insights bem interessantes. Por exemplo, para um projeto de pesquisa com jovens que tivemos, o principal coordenador do projeto era um jovem. Quisemos com isso empoderar visões e leituras da pesquisa que tivessem, de fato, relação com a linguagem do jovem e, nada melhor, que um outro jovem para fazer isso. Obviamente, esse trabalho foi constantemente colocado em discussão entre nossos colaboradores, que com suas diferentes experiências puderam agregar ainda mais valor ao nosso relatório final.

De maneira geral, a pesquisa de mercado é fonte primária importante de dados para qualquer empresa. As empresas deveriam se acostumar a realizar pesquisas para entender a fundo seu consumidor, ou seus demais públicos, pois ela realmente é um instrumento estratégico, que subsidia com segurança tomadas de decisões.

 

MI – Como a inovação é trabalhada dentro da sua empresa? 

DO – A inovação é fruto da diversidade. Não existe inovação onde não há divergência de opinião, confluência de diferentes olhares e mistura de experiências distintas. Em empresas onde o padrão/homogeneização impera a atividade de inovação é muito difícil e eu sei isso por experiência própria. Desta maneira, a inovação também caminha de mãos dadas com a liberdade, por isso na Youpper os nossos colaboradores têm liberdade para investigarem situações novas, proporem soluções fora da caixa (mesmo que não sejam aplicáveis), enfim, nós queremos que eles sintam que há espaço para inovar.

 

MI – A Youpper trabalha com big data. Qual a importância do big data para as empresas no cenário atual? E, como não perder o foco da estratégia em meio a tantos dados? 

DO – O big data faz parte do dia a dia das empresas e grandes. O segredo está em saber usar de maneira correta e inteligente para que uma empresa se torne verdadeiramente orientada por dados. Atualmente, é preciso mudar a base para a tomada de decisões em todos os níveis da organização. Isso significa que as máquinas também devem ser equipadas para coletar e agir com inteligência, mas precisamos de expertise e profissionais capacitados. A Youpper trabalha com o big data, mas busca o uso do smart data, onde poucos sabem extrair a riqueza do dado para resultados mais eficazes.

 

MI – Quais as tendências no segmento de inovação para 2017? 

DO – Fatalmente, vamos ter que lidar com uma apropriação mais diferenciada e estratégica dos celulares. No Brasil, o uso do smartphone como plataforma de comunicação ainda é insipiente, apesar da existência dos sites responsivos e diversos aplicativos, mas ainda falta muita estratégia na hora de pensar e usar essa plataforma. Creio que este será um campo de inovação interessante tem termos de consumo em 2017. Outro campo que estamos olhando com a atenção é o dos jogos online e suas diferentes plataformas – estamos estudando esse campo para entender como oferecer ações e insights interessantes para os nossos clientes. Ainda, estamos prevendo mudanças comportamentais em relação a temas importantes no cenário brasileiro, como a política, que pode disparar inovações bem interessantes, ou seja, este é outro espaço que está atraindo bastante nossa atenção. Por fim, no campo da atividade estratégica, fatalmente, nos depararemos com softwares mais elaborados para construção e planejamento de estratégias de comunicação bem metrificadas, como uso de microinfluencers e estratégias de marketing online bem mais nichadas.

 

 

 

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