Alimentação monitorada garante qualidade

Nathália Guedes
maio07/ 2015

Na busca por uma vida saudável, as pessoas têm se preocupado mais com a alimentação. A procedência dos produtos, a forma de cultivo e os ingredientes existentes neles são analisados cuidadosamente pelo consumidor. Diante disso, empresas surgem para suprir essa demanda.

É o caso da empresa Safe Trace, localizada em Itajubá, no Sul de Minas. Hoje, ela é referência em rastreamento de carne. Com tecnologias própria e terceirizada, a empresa é capaz de fazer acompanhamento rigoroso do “caminho” percorrido pelo produto, desde o nascimento do gado até o prato do consumidor final. O processo é realizado para todo tipo de alimentos, industrializados e não industrializados.

A primeira etapa do processo realizado pela Safe Trade é conhecer a propriedade, analisar o potencial de produção e as técnicas utilizadas. Posteriormente, a empresa estabelece processos de controle, que, segundo Rodrigo Argueso, diretor- presidente da Safe Trade, são essenciais para que a rastreabilidade do produto seja eficaz. “Se não há controle, não há possibilidade de realizar um rastreamento perfeito”, afirma. Ele observa que a fiscalização é altamente rentável para o produtor, uma vez que ele evita desperdício, retrabalho e, perda de dinheiro. “Além disso, o valor agregado do produto aumenta”.

Para receber o selo da Safe Trade, é importante que os fornecedores preencham requisitos de boas condutas sociais e ambientais. A fiscalização dos critérios é periodicamente realizada, para que as informações sejam esclarecedoras para o consumidor no ato da compra. “Para assegurar a veracidade do selo, não abrimos mão de produzi-lo na sede da empresa, em Itajubá”, garante Rodrigo.

O rastreamento permite que os pecuaristas consigam verificar, por meio do DNA coletado, o risco de doenças no animal, além de conseguir controlar a propriedade e o rebanho, fazendo todo tipo de controle. Nos frigoríficos, cada corte de carne recebe o selo, com as informações sobre o animal e a fazenda de origem.

Ao final do processo, todos ganham, mas prioritariamente o consumidor, que vai ter em casa uma carne saudável, cuja procedência não precisa ser questionada.

O sistema de rastreamento foi criado em 2005, com o objetivo de rastrear apenas o processo em frigoríficos. Em 2008, percebendo o potencial do empreendimento, Rodrigo e os sócios decidiram investir mais. Fizeram modificações no modelo de negócio e ampliações, para fazer um rastreamento completo.

 www.safetrace.com.br

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