UFMG expõe pesquisas inovadoras em mostra da Fapemig

Redação
agosto08/ 2016

Nove projetos desenvolvidos na UFMG estão entre os 45 que foram expostos na edição deste ano da Mostra Inova Minas Fapemig, que aconteceu no último fim de semana, no Circuito Cultural Praça da Liberdade, em Belo Horizonte. A apresentação dos projetos selecionados será realizada no Museu das Minas e do Metal: MM Gerdau.

Entre os trabalhos desenvolvidos na UFMG, está a pesquisa coordenada pelo professor Helmuth Guido Siebald Luna, do Departamento de Química, que estuda formas de melhorar a qualidade da cachaça artesanal produzida em Minas Gerais. O projeto Desenvolvimento de equipamentos para produção de cachaça artesanal e quantificação e controle de espécies tóxicas visando à padronização internacional da bebida tem desenvolvido métodos de produção para livrar a cachaça de toxinas, preservando as características da produção artesanal. Na mostra, foi montado um pequeno alambique para que as pessoas vissem parte do trabalho já desenvolvido pelo grupo de pesquisa.

O trabalho Tuberculose humana: validação de novos biomarcadores com potencial uso em diagnóstico e prognóstico da doença, coordenado pela professora Tânia Mara Pinto Dabés Guimarães, da Faculdade de Farmácia, também integrou a mostra.

Segundo a pesquisadora, essas substâncias – os biomarcadores – podem inaugurar novo modo de tratar a doença. Hoje, o tratamento é destinado a todos que tiveram contato com a bactéria causadora da tuberculose. Com a identificação dos biomarcadores pelos pesquisadores, o tratamento contra a infecção poderá ser destinado apenas aos indivíduos doentes.

O projeto Letramento literário na educação infantil, coordenado pela professora Mônica Correia Baptista, da Faculdade de Educação (FaE), explora possibilidades de desenvolvimento de materiais de formação que promovam uma relação profícua entre as crianças e a leitura literária.

Na neve
O projeto Mycoantar: taxonomia, diversidade e caracterização e sua utilização como fonte de metabolitos bioativos, coordenado pelo professor Luiz Henrique Rosa, do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) explora o desenvolvimento de terapias contra doenças negligenciadas por meio de micro-organismos encontrados na Antártica. Em 2016, teve destaque a descoberta de um fungo azul, que ajudou a revelar a diversidade de micro-organismos na neve do continente.

Estudo coordenado pelo professor Evandro Moraes da Gama, do Departamento de Engenharia de Minas, que transforma rejeito de minério em cimento (Desenvolvimento de aglomerante de baixo custo a partir de estéril de mina para produção de pelotas de minério de ferro por meio de calcinação rápida tipo flash), areia e pigmentos, também será apresentado na mostra.

Também tiveram destaque na mostra dois projetos do ICB – A célula ao alcance da mão, coordenado pela professora Gleydes Gambogi Parreira, e Ciência e Arte para inclusão social, coordenado pela professora Débora D’Ávila Reis – e dois da Escola de Enfermagem – Detecção precoce da doença renal crônica em idosos, coordenado pela professora Sônia Maria Soares, e Gênero, sexo e sexualidade: um diálogo entre o lúdico, a intimidade e o contexto de vida dos adolescentes, coordenado pela professora Vânia de Souza.

Fonte: UFMG

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