Tecnologia para estimular a comunicação em libras

Tecnologia para estimular a comunicação em libras
Larissa Borges
julho07/ 2016

Segundo dados divulgados pelo IBGE em 2013, 1,1% da população brasileira é surda. Com o intuito de promover a inclusão dessas pessoas, três estudantes do curso de engenharia eletrônica da PUC de Minas Gerais criaram uma mão mecânica que reproduz o alfabeto em libras (língua brasileira de sinais) com o movimento dos dedos.

Iniciado há seis meses, o projeto tem potencial didático como explica um dos alunos responsáveis, Fábio de Jesus, em entrevista a rádio CBN. “Acredito que o grande diferencial dessa mão é o fato de ela poder mostrar como são os movimentos por meio dos motores em um protótipo robótico que chama a atenção por si só. Vira uma brincadeira”, explica Fábio.

A mão tradutora é composta por um teclado, um microcomputador, cinco motores e uma mão feita de madeira. Ao clicar em uma letra do teclado, o microcomputador aciona os motores, que movimentam os dedos, imitando o alfabeto dos sinais. Para o professor da PUC Minas e orientador do trabalho, Mário Buratto, o desafio agora é criar um braço mecânico.
Segundo o professor, o próximo passo é começar a criar os movimentos mais complexos. “Fazer rotação que a gente não consegue ainda. E para isso a gente vai ter que criar outros mecanismos, que são o punho, braço, o antebraço”, diz Buratto.

Para o presidente da Associação dos Surdos de Minas Gerais, Carlos Saqueto, a mão tradutora vai ajudar bastante na comunicação e interação entre surdos e ouvintes. “Dessa forma, ajuda também para que diminua o preconceito. O ouvinte começa a aprender a língua de sinais e começa a reconhecer a cultura da pessoa surda”, conta.

Fonte: Simi

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