Startup Cadence revoluciona prática de exercícios físicos

Startup Cadence revoluciona a prática de exercícios físicos
Larissa Borges
setembro29/ 2015

Stéfano Assis é formado em engenharia e empreendedor por vocação. Já passou por empresas multinacionais, mas a sua paixão por inovação e gestão de pessoas o levou a entrar para o mundo das startups. Atualmente é CEO da Cadence, startup criada em 2013, que auxilia as pessoas na execução de exercícios físicos. Aprovada no programa StartUp Brasil e acelerada pela TechMall, a empresa pretende ampliar seu modelo de negócios em cinco anos. Saiba mais sobre a ideia da Cadence:

Minas Inova (MI) – Como surgiu a sua empresa? Há quanto tempo está no mercado?

Stéfano Assis (SA) – A ideia do Cadence surgiu a partir de um problema que um dos cofundadores enfrentava, diariamente, ao se exercitar na academia. Durante a execução de um exercício físico, o praticante deve se concentrar na sua postura, respiração, no tempo de duração das fases e também no número de repetições. Ter a atenção voltada para tantos fatores causa confusão, desconforto e aumenta a possibilidade de erro na execução dos exercícios. Dentre estes fatores, a contagem do tempo de duração das fases é o que mais contribui para a prática inadequada dos exercícios porque a percepção do tempo pelos indivíduos é diferente do tempo real medido por um cronômetro. Por isso, os praticantes de musculação não executam os exercícios na velocidade correta, limitando a eficácia dos resultados desejados, o que também pode aumentar o número de lesões. Foi pensando nisso que surgiu a ideia de desenvolver o Cadence, um dispositivo eletrônico luminoso que dita o ritmo correto para a execução de um exercício.

Com o desenvolvimento do negócio, percebemos que o Cadence poderia ser utilizado por clínicas de fisioterapia que necessitam aumentar o volume de atendimento para compensar o baixo repasse dos planos de saúde públicos e privados por sessão realizada. Mas, como os fisioterapeutas têm uma limitação no número de pessoas que conseguem atender com qualidade simultaneamente, o Cadence ajuda a orientar os pacientes a executarem os exercícios no ritmo correto, dando a eles maior autonomia e permitindo que a clínica atenda mais pessoas ao mesmo tempo com maior qualidade, aumentando a sua receita. Além disso, o ritmo de execução dos exercícios é considerado o fator que mais compromete a eficácia dos resultados esperados com o tratamento pelos pacientes em recuperação.

MI – Como foi o crescimento e o desenvolvimento da empresa? 

SA – Iniciamos os trabalhos em 2013. Foram seis meses de trabalho, à noite e aos finais de semana, em que eu, junto com o meu sócio Felipe, nos dedicamos à tarefa de desenvolver o MVP, enquanto ainda estávamos empregados em multinacionais.  Com o MVP pronto, fizemos parceria com dois grandes redes de academias de musculação para testar e validar o produto. Com o MVP validado, fizemos alguns ajustes para chegar ao produto final que temos hoje. Desde 2014, quando começamos o processo de vendas, já conquistamos 13 clientes, entre academias e clínicas de fisioterapia. Em 2015, a Cadence foi aprovada na Turma 4 do Programa StartUp Brasil e recebeu seu primeiro investimento (R$ 206 mil). Desde fevereiro de 2015 estamos sendo acelerados pela TechMall, em Belo Horizonte.

MI – Para a sua empresa, o que é inovação? E como fazem isso?

SA – Inovação é você pensar em um problema e tentar resolvê-lo com um nível de imaginação e raciocínio diferentes daqueles que você teve ao descobrir o problema. Acredito que a liberdade de ideias (brainstorm) é um exercício e tanto para se começar um processo de inovação.

MI – Quais as expectativas com o mercado? Pretendem expandir os negócios? Como e quando?

SA – Embora o Brasil esteja passando por um momento de crise, os mercados de saúde, bem-estar e cuidados com o corpo têm crescido bastante e por isso estamos muito otimistas com o crescimento do negócio. Nossa solução é 100% internacionalização, uma vez que o Cadence resolve um problema inerente ao ser humano, independente de cultura, legislação local, etc. Por isso temos a meta ousada de expandir o Cadence para, pelo menos, 10 países, em até cinco anos.

MI – Quantas empresas já utilizam o Cadence? Quais resultados o uso da tecnologia tem gerado para as empresas?

SA – Já temos 13 clientes utilizando o Cadence (sete academias e seis clínicas de fisioterapia). A utilização do Cadence nas academias revelou um aumento da satisfação dos alunos, o que reflete na retenção e fidelização daquele aluno para a academia. Nas clínicas de fisioterapia, a utilização do Cadence já revelou a aceleração do tratamento e a qualidade do resultado esperados pelos pacientes e fisioterapeutas.

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