Selo garante artesanato de qualidade

Nathália Guedes
maio14/ 2015

Responsabilidade, persistência e, sobretudo, organização. Essas certamente são características fundamentais e indispensáveis para qualquer pessoa que se envereda no mundo dos negócios, sejam eles de pequeno, médio ou grande porte, e quer obter sucesso em sua jornada empresarial. Na busca por encontrar um mecanismo que auxiliasse a gestão organizacional dos micro e pequenos produtores artesanais, o Instituto de Qualidade Sustentável (IQS) criou um selo para analisar e certificar as práticas implementadas pelos empreendedores desse segmento de mercado.

“A certificação acontece de forma evolutiva, dando oportunidade ao artesão de implantar e depois adequar seus processos às normativas estabelecidas na metodologia proposta, que são baseadas na Norma NIQS001-2014. Ela possibilita uma análise dos dados gerados para que, só assim, ele esteja apto a tomar decisões”, explica a coordenadora do projeto, elaborado pelo Instituto de Capacitação e Apoio ao Empreendedor (ICCAPE), Ritha de Cássia Jácome Buczynski.

De acordo com Ritha, o negócio é avaliado com base em pilares econômicos, sociais e ambientais. “É preciso gerar lucro para ser sustentável, não gerar impacto à natureza, não empregar mão de obra infantil, ser fonte de desenvolvimento da comunidade e de geração de emprego”.

Segundo ela, a normatização é semelhante ao ISO 9001 – conjunto de normas de padronização para um determinado produto ou serviço – e a avaliação para que seja concedida a certificação acontece em três fases. Na primeira é mapeado o processo produtivo calculando custos fixos e variáveis, preço de venda no atacado e varejo, organização do espaço de produção, documentação e criação da política da qualidade. Na segunda fase é verificada a implementação do controle financeiro, produção, estoque, pesquisa de satisfação do cliente e mapeamento de fornecedores. Na última etapa delimitam-se as metas e indicadores.

“O tempo de maturação de uma etapa para a outra é de seis meses. Concluídos esses três ciclos de avaliação e com todos os critérios sendo atendidos e executados, a empresa de artesanato recebe o selo que, certamente, vai conferir maior credibilidade ao artesão e um diferencial de marketing para o seu negócio. Sua competitividade vai melhorar e, consequentemente, seus ganhos também”, conclui Ritha.

O selo do ICCAPE é um dos finalistas na categoria Intangível, do Prêmio Mineiro de Inovação, uma iniciativa da Câmara Italiana de Comércio de Minas Gerais, com apoio institucional do Governo de Minas Gerais e da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG). A data de entrega dos prêmios aos vencedores ainda não foi definida.

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