Realidade virtual combina com construção civil? A VirtualSense prova que sim

Larissa Borges
fevereiro20/ 2017

Explicar de forma simples um projeto arquitetônico e conquistar o cliente. Essa tarefa agora é bem mais fácil com a VirtualSense, startup mineira que uniu a tecnologia da realidade virtual com segmento de construção civil.

A empresa surgiu com os três amigos: João Pedro Torres, arquiteto; Glauco Mordente, engenheiro de software e Hélio Xavier, especialista em computação gráfica. Os sócios são associados e fazem parte da diretoria, da GaMinG – Associação de jogos de Minas Gerais. Com isso, o produto é considerado um “jogo sério” e utilizado no cruzamento de especialidades em arquitetura e desenvolvimento de jogos para inovar o mercado.

Conversamos com Glauco, um dos sócios, que nos contou sobre o diferencial da empresa, seus serviços e como a realidade virtual pode mudar a forma de fazer negócios. Confira:

Minas Inova (MI) – Qual o diferencial da empresa?

Glauco Mordente (GM) – Pela nossa experiência compartilhada entre as áreas de construção civil e na indústria de games, somos capazes de articular necessidades específicas de nossos clientes e entregar um produto ao mesmo tempo inovador e eficaz naquilo a que propõe.

MI – Como funciona a VirtualSense? Quais os serviços a empresa oferece?

GM – Nosso serviço funciona em apenas três passos:
A partir dos desenhos técnicos, enviados pelo cliente, trabalhamos em conjunto para garantir o melhor resultado dentro das expectativas. O projeto será trabalhado em um programa de processamento gráfico levando em consideração o detalhamento das geometrias, texturas das superfícies, condições de iluminação, detalhes de humanização que tornam o ambiente mais palpável e os percursos que o cliente pode fazer ali dentro. O cliente recebe os arquivos executáveis para ser usado em dispositivos de realidade virtual (Oculus Rift e HTC Vive) e na tela do computador. O mesmo projeto poderá ser visualizado em dispositivos móveis, na forma de um vídeo 360 postado no YouTube, que funciona tanto em uma tela convencional quanto em soluções móveis de Realidade Virtual, como o Samsung Gear VR ou o Google Cardboard. No caso do cliente não dispor de equipamento próprio, oferecemos também o aluguel, em uma solução para stands ou para ficar disponível em uma loja, por exemplo.

MI – Como a realidade virtual pode mudar a forma de fazer negócios? 

GM – Com a realidade virtual, somos capazes de entregar a sensação de ser transportado para aquele novo ambiente. No caso de um projeto de uma edificação, ele é planejado minuciosamente pelo arquiteto ou empreendedor e nem sempre percebido pelo cliente em todo seu potencial. Com o uso de realidade virtual, o cliente poderá experimentar como é estar no seu novo apartamento com os móveis da forma que ele planejou, com noção exata das dimensões do ambiente e de suas qualidades mais sutis, isso tudo antes mesmo que o primeiro tijolo seja assentado. Isso se traduz, é claro, em um excelente argumento de vendas.

MI – Quais as tendências para o segmento de realidade virtual em 2017?

GM – Apesar da tecnologia ser relativamente nova para o Brasil, já existem soluções a serem utilizadas de diversas formas, como por exemplo uma plataforma que ao andar fisicamente no mundo real, corresponde ao andar dentro da realidade virtual. Assim como formas de ter um ‘feedback’ daquele mundo virtual, utilizando luvas ou controle próprios é possível ter a sensação de texturas e até mesmo sentir objetos.

MI – Como avalia o segmento de inovação em Minas Gerais? 

GM – Acredito que Minas já é um polo de inovação do Brasil, com vários projetos que são apresentados a cada edição dos programas de aceleração que temos, podemos ver o potencial Mineiro para inovação. 

 

 

 

 

Apoiadores