Rádio frequência é alternativa para segurança condominial

Giuliano Le Senechal
junho12/ 2015

Tentar coibir a ação de bandidos no interior de condomínios de casas ou edifícios residenciais por meio de uma tecnologia de identificação por rádio frequência. Esta é a aposta da Working Software, empresa mineira que, há cinco anos, implementou em seu mix de produtos um processo que usa chips eletrônicos projetado para se conectar, por aproximação, com uma central e proceder a leitura de diversos dados. O sistema é preparado para emitir alertas e, assim, possibilitar a tomada de rápidas providências. Todo o processo é realizado por meio de uma tela instalada nas portarias dos condomínios. Só depois de executada toda a conferência dos dados programados, que podem ser feitos de diversas maneiras, é que códigos de acesso automáticos são gerados.

Segundo Carlos Augusto Reis Bandeira, diretor da empresa, os circuitos eletrônicos são instalados nos vidros dos veículos e, em conexão com a central de dados implantada na portaria, fazem a leitura, por exemplo, do rosto do condutor. “Se o veículo estiver sendo conduzido por alguém estranho, as cancelas ou portões não vão se abrir e o porteiro pode buscar alguma solução imediata”, explica.

Outras duas alternativas oferecidas pela empresa chamam a atenção pela criatividade. “É possível programar a instalação de um segundo transmissor em algum objeto que o condutor cadastrado carregue sempre, como sua carteira. Aí, mesmo que a central faça a leitura de que ele está dirigindo, o sistema, previamente programado, vai requerer uma segunda verificação, que pode ser a aproximação da carteira do para-brisa do veículo. Então, não sendo feita a manobra, pelo fato de o condutor estar querendo alertar a segurança para a existência de alguma movimentação atípica, da mesma maneira os portões permanecerão fechados”, diz Bandeira.

Sofrendo forte pressão e forçado a encontrar uma solução para que as cancelas do condomínio se abram, permitindo que o veículo ultrapasse a entrada, o refém pode buscar se desvencilhar por meio de uma terceira alternativa, a chamada “vaga do pânico”. Trata-se de um espaço comum, como qualquer outra vaga, mas que possui a função especial de emitir alerta caso seja ocupada. “Se o carro estacionar neste espaço, programado para essa finalidade, a central saberá que algo estranho está acontecendo. Também nesse caso, o porteiro poderá tomar alguma providência, como acionar a polícia ou a segurança interna do local e buscar preservar a integridade do refém e evitar que os bandidos pratiquem crimes em outros locais internos”, observa o empresário.

 “A RFID (Radio Frequency Identification) está sendo cada vez mais utilizada na busca por soluções de segurança. É uma tecnologia que começa a ganhar espaço no mercado por causa de seus benefícios e diversas possibilidades de programação”, avalia Bandeira.

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