Planejamento e criatividade: até que ponto um pode influenciar o outro?

Redação
setembro12/ 2016

Por Cínthia Demaria

O texto de hoje é dedicado ao famoso vírus que adquirimos naquele dia em que não conseguimos escrever uma frase, pensar em um rabisco sequer, quiçá em produzir novas ideias. Sabemos que é impossível ser criativo 100% do tempo, em todos os dias da semana. Essa habilidade está diretamente relacionada às subjetividades da vida, que como em qualquer outra profissão, influenciam diretamente na produção.

Não é possível evitar o tal vírus, mas conhecer suas origens pode ajudar a pelo menos compreender porque ele existe e quem sabe, aprender a driblá-lo quando você não tem tempo de esperar a ‘luz da ideia’ voltar.

Uma pesquisa da Universidade Wake Forest, na Carolina do Norte, nos Estados Unidos mostrou que o planejamento é o pontapé inicial para travar. A situação inesperada e emergencial impede que o cérebro se esforce, e faz com que ele seja condicionado a agir somente sob caminhos e regras pré-determinados.

A “paralisação” pode ser sinal de um bloqueio à criatividade que a própria pessoa provoca a si mesma ao longo dos anos. O estudo apontou que pessoas que se programam demais para realizar suas atividades evitam a possibilidade de ter uma melhor percepção e até soluções mais simples para os problemas. A organização mental sem planos traçados evita um desgaste quando já há um levantamento prévio das possíveis dificuldades.

Portanto, falta de planejamento nem sempre pode ser uma desculpa para a falta de ideias. Planejar é bom, mas é preciso deixar um “espaço para o inesperado”, principalmente porque a rotina de trabalho é em pelo menos 50% dos casos, emergencial.  Nada melhor que ter problemas para desenvolver a criatividade, que dá respostas novas para problemas novos. Não adianta ficar lastimando, é preciso criar uma saída.

Obviamente o tempo é um fator determinante para esperar boas ideias, mas a realidade é diferente no dia a dia, e forçar as respostas rápidas pode ser uma boa pedida. Portanto, faça do limão uma limonada e não reclame tanto, porque quanto mais você é forçado a ter ideias criativas, mais ‘treino’ você oferece ao seu cérebro.

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