Pão de queijo para americano ver, ou melhor, comer

Téo Scalioni
maio20/ 2015

O pão de queijo agrada diversos paladares de norte ao sul do Brasil. Quase uma unanimidade. Por isso, também deve cair no gosto dos gringos. Com esse pensamento, a Forno de Minas, líder de mercado na comercialização da iguaria no País, anunciou a abertura de um escritório em Miami, na Florida, Estados Unidos. A estratégia do novo negócio é tornar o pão de queijo conhecido não apenas no mercado do Tio Sam, e sim, nos quatros cantos do planeta.

Com o escritório próprio nos States, a empresa poderá comercializar os produtos sem o intermédio de um distribuidor. Para isso, contratou um profissional para in loco, fazer esse trabalho. Com a iniciativa, a Forno de Minas pretende crescer 50% no mercado americano ainda este ano. “Hoje o Estados Unidos representa mais de 98% das nossas exportações de pão de queijo. Percebemos que uma base lá facilitaria a comercialização”, acredita a gerente de Comércio Exterior da Forno de Minas, Gabriela Cioba.

 No entanto, Gabriela observa que o pão de queijo vendido hoje no EUA é praticamente para brasileiros. Agora, com a operação local, o desejo é fisgar o americano. “Queremos que se apaixonem pelo produto a ponto de querê-lo no dia a dia, como nós, brasileiros”, acredita ela. Sobre uma possível diferença do paladar norte-americano, a gerente pensa que não haverá muito dificuldade de se acostumarem com o pão de queijo. Segundo ela, a Forno de Minas sempre realiza pesquisas e participa de feiras para apresentar o produto. “Não existe quem não gosta de pão queijo. De eventos da Rússia, passando pelo Japão e EUA, todos adoram o sabor globalmente”, orgulha-se a gerente.

Por enquanto, a Forno de Minas apenas exportará o pão de queijo para os Estados Unidos. Em uma primeira fase, a empresa pretende entrar nas pequenas e grandes redes de supermercados, assim como redes de lanchonetes e cafeterias. De acordo com a demanda, a empresa não descarta a possibilidade em montar uma planta industrial para produzir o pão de queijo lá.

Em relação à divulgação do produto, foi decidido pela Forno de Minas, que o nome adotado será mesmo pão de queijo. Nada de “cheesse  bread”  ou “brazilian bread”, numa tentativa de tradução ao pé da letra. “Assim como a pizza saiu da Itália e continuou pizza no mundo inteiro, queremos fazer o mesmo com o pão de queijo”, garante Gabriela.

Além dos Estados Unidos, a Forno de Minas já exporta pães de queijo para, Canadá, Portugal, Inglaterra, Chile, Uruguai e Emirados Árabes. Ainda para este ano, estão previstas parcerias com Itália e Suíça, além de Japão. Na América do Sul, os destinos mais visados são Colômbia e Equador.  O intuito é fechar 2020 exportando 25% da produção de pão de queijo.

 

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