O que é inovar?

Redação
agosto04/ 2015

Por Cinthia Demaria*

Quando recebi (de forma honrosa) o convite para escrever nesse espaço, muitas perguntas vieram a minha cabeça, até como uma tentativa de entender  melhor o projeto. Na hora de sentar para redigir, a maior delas me apareceu para dar título a esse texto: O que é inovar?

Inovação. Essa palavra hoje pode parecer  um clichê para definir essas ‘coisas de tecnologia’. Pela minha experiência no mercado de Comunicação e Startups, tenho visto que o significado é bem diferente e é muito mais analógico do que se imagina.

A inovação está diretamente ligada à capacidade humana de transformar-se. É como o processo de aprendizagem infantil. A criança entende o que funciona a partir de experiências bem sucedidas. Se ela se queimar com um café quente hoje, vai saber que não deve colocar a mão novamente. E isso é inovar! A cada transformação mínima que fazemos na nossa vida, estamos inovando a forma de nos relacionar no mundo.

Levando para o mundo dos negócios, a apresentação de uma estratégia nada mais é do que nossa capacidade de renovar nossas habilidades diariamente para entender (e atender) as necessidades dos clientes.  As startups, por exemplo, tem a missão de trazer utilidades para uma sociedade que possam ser aplicadas ao dia a dia, de maneira mais simples e prática. Não trata-se de inventar um novo produto, mas de deixar aquele ainda mais acessível, da forma mais democrática possível, através da tecnologia.  Os projetos que não tem uma aplicabilidade social, sem dúvida alguma estão fadados ao desuso.

Inovar é a capacidade humana de fazer diferente e melhor do que fez hoje. Não há nada mais característico na nossa espécie do que evoluir com os nossos próprios erros. Isso passa pelas nossas questões individuais, familiares, laborais e até políticas. A lógica do capitalismo é suprir ou criar necessidades dos sonhos das pessoas, a partir da lógica do capital – que apesar de todas as controvérsias, é humano e se a gente consome é porque nos traz prazer, ainda que não tenhamos consciência disso.

O Facebook, por exemplo, parte de uma experiência mais antiga da humanidade: o agrupamento entre os nossos semelhantes. O que há de novo no Facebook? A facilidade de romper barreiras geográficas. E só. Conversar, compartilhar, curtir, desaprovar e divulgar nossos próprios feitos é do tempo das cavernas.

Portanto, para começo de conversa, acordamos aqui, que inovação é o que fazemos todos os dias, nas mais pequenas coisas do cotidiano. Se você tem uma ideia para facilitar essa aprendizagem/transformação do homem, esse é o seu lugar!

*Jornalista, psicóloga em formação, especialista em Comunicação Digital e Psicologia do Consumo. Empreendedora, CEO da Tea With Mecolunista do Dzaí (Estado de Minas) na área de Trabalho e Carreira e co-founder do projeto Vida de Salto, que trata do universo feminino do empreendedorismo.

E-mail para contato: cinthia@chadeconteudo.com

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