Lixo eletrônico se transforma em paineis solares

Redação
março10/ 2017

 

Os computadores antigos que se transformam em toneladas de lixo eletrônico ganharam uma nova destinação. O Projeto Própolis – Polímeros para a Inclusão Social, através de uma ação interdisciplinar, destina o material plástico de resíduos eletroeletrônicos para serem utilizados no processo produtivo de aquecedores solares em empreendimentos sociais.

Segundo os dados mais recentes da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2014 foram produzidos 42 milhões de toneladas de lixo em todo mundo. Só o Brasil foi responsável por 3,33% (1,4 milhão de tonelada). Estima-se que Minas Gerais represente 10% deste total, cerca de 140 mil quilos. Com o objetivo de diminuir esse impacto, instituições do setor público, privado e do terceiro setor se juntaram para baratear o custo de desenvolvimento dos paineis solares de forma sustentável e promover a inclusão social.

Cada um ficou responsável por uma parte do processo. O Laboratório de Polímeros da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), sob a coordenação da professora Maria Elisa Scarpelli, pesquisou se o plástico dos aparelhos eletroeletrônicos podia ser utilizado para a produção dos coletores ou se era necessária a mistura de outros aditivos. Os resultados apontaram que era possível desenvolver coletores a partir destes polímeros. Isso reduziria consideravelmente os custos e ampliaria o acesso a este tipo de energia a outras camadas da sociedade.

A equipe dos Centros Universitários UNA e UNI BH se dedicaram para produzir um protótipo do coletor solar. O reaproveitamento do plástico foi o ponto de partida para o projeto. Esse produto é menos visado economicamente e gera mais volume.  O Comitê para a Democratização da Informática (CDI) é uma organização que usa a tecnologia para transformação social. Ele está capacitando catadores de lixo, jovens e outras pessoas interessadas em separar os materiais. “Os jovens estão sendo qualificados para atuar na confecção dos coletores solares, desde a coleta e separação dos resíduos eletroeletrônicos até a etapa final de fabricação”, adianta Elizabeth.

Atualmente, o projeto está na fase de construção e administração da fábrica sustentável. Em seguira, irá iniciar a produção comercial dos painéis feitos de polímeros. Essa etapa será realizada e administrada pela Instituição Social Ramacrisna, localizada em Betim.

 

Fonte: Minas Faz Ciência

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