Jogos hardcore para mobile? É com a Overpower!

Jogos hardcore para mobile? É com a Overpower!
Larissa Borges
fevereiro15/ 2016

Jogos hardcore para mobile. É esse o mercado pelos quais Bruno Amado, Sebastião Liparizi, e Renato resolveram investir desde 2010, quando criaram a Overpower Studios, em Belo Horizonte. Na época, a App Store e a Google Play estavam começando a despontar e no mercado, os jogos hardcore ainda não eram muito populares. Além de desenvolver os games para o mobile, a empresa amplicou o leque de atuação e também cria jogos para PC e console.

Em entrevista ao Minas Inova, Bruno Amado, CEO da startup, conta sobre a experiência de terem sidos acelerados no Vale do Silício, as expectativas com o mercado e sobre o Aces High, novo jogo hardcore que está sendo desenvolvido pela empresa. Confira:

1- Quais as expectativas com a startup?

As expectativas com a startup é se tornar uma empresa de games com renome mundial. Digamos que ainda temos um longo caminho pela frente, mas é fato que a empresa já é conhecida no mercado nacional e internacional por conta do primeiro desenvolvimento lançado em 2012 (Scorching Skies) bem como a presença da empresa em eventos de grande porte como Game Connection, GDC e Berlim Game’s Week. De toda forma queremos nos consolidar de vez no mercado com o próximo lançamento – Aces High.

2- Em que fase está o projeto? Já receberam algum apoio? Qual (is)?

O projeto se encontra no estágio pré-alpha no qual tem 70% do seu desenvolvimento concluído. Nesse projeto recebemos o apoio da Pillow recentemente, que conseguiu através de alguns investidores um aporte para concretizarmos o final da aceleração que tivemos recentemente no Vale do Silício em loco.

3- Qual o diferencial do seu negócio?

Oferecemos qualidade gráfica e de gameplay a nível de consoles e jogos AAA, mas acessíveis em qualquer lugar tanto em aparelhos móveis quanto em powerhouses, como PCs e consoles.

4– Vocês passaram 6 meses em um programa de aceleração do Vale do Silício. Como e quanto a empresa evoluiu durante esse processo?

Sim, passamos o segundo semestre em um programa de aceleração do Vale do Silício (Core Labs). A experiência de participar do programa foi incrível. Tivemos a oportunidade de conhecer e aprender mais sobre o mercado com diversos ícones da indústria de games. Pessoas com mais de 20 anos de mercado e que já atuaram em grandes empresas como Electronic Arts, Nvidia, entre outras. Além disso o programa nos ajudou a lapidar os nossos documentos/informações gerenciais e operacionais como: sumário executivo, business plan, GDD, apresentações em geral, formatação de números de investimento, etc.

Além disso, houve ainda a mudança de estratégia da empresa no lançamento do Aces High, aproveitando os contratos e parcerias que firmamos para um melhor posicionamento de mercado. Inicialmente lançaremos o Aces High para Steam e Tv Android e em seguida para mobile (iOS e Android).

5– Quais as novidades a empresa traz para o Brasil após esse tempo nos Estados Unidos?

Inicialmente lançaremos o Aces High para Steam e Tv Android e em seguida para mobile (iOS e Android).
Teremos um produto nacional muito bem posicionado no mercado de jogos mundial, inclusive introduzindo tecnologias de ponta inovadoras como Realidade Virtual.

6– Fale um pouco sobre o Aces High, game desenvolvido pela Overpower. O que ele tem de especial? Por que ele é uma das apostas da empresa?

Aces High é o primeiro jogo híbrido entre 2 estilos celebrados (MOBA e combate aéreo) que trás alem de excelentes gráficos, uma nova proposta de jogabilidade e imersão para ambos os estilos.

7– Como avaliam o mercado de games em Belo Horizonte? E por que decidiram investir no segmento?

O mercado de games em Belo Horizonte ainda se encontra em estágio primário. Temos pessoas talentosas e com ideias criativas, porém vejo que não há um modelo consolidado para gerir esses talentos e ideias direcionando para o caminho ideal. Aliado a isso falta ainda bastante incentivo e investimento tanto do governo quanto do capital privado. Decidimos investir nesse segmento porque vimos a oportunidade de criar aquilo que sentíamos falta no mercado.

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