Ioton, nova plataforma de prototipação para a educação

Ioton, nova plataforma de prototipação para a educação
Larissa Borges
fevereiro25/ 2016

 

O que seria uma plataforma de prototipação para melhorar a educação? “Uma ferramenta que os estudantes possam aprender a programar uma solução de algum problema do dia a dia ou até resolver problemas sofisticados de automação em uma indústria”. É assim que Júlio Almeida responde a pergunta inicial desse texto, descrevendo a ideia da Ioton Technology, startup fundada com mais dois amigos, Kleber Lima e Frederico Fernandes.

A startup surgiu em Uberlândia (MG), com o propósito de facilitar a vida de quem busca aprimorar seus conhecimentos. O objetivo, segundo Júlio, é que, por meio da tecnologia desenvolvida pela startup, estudantes possam aprender mais rápido e de forma intuitiva. Em contrapartida, os professores podem usar a tecnologia para complementar a teoria vista em sala de aula. “Temos a certeza absoluta que a visão do aluno ao passar por experiências práticas se torna algo muito valioso”, frisa.

Mas, como funciona essa plataforma de desenvolvimento e prototipação voltada para as áreas de eletrônica, robótica e IoT? A plataforma Ton, como é chamada, é dividida em duas partes: hardware e software.

Em termos de hardwares, ela oferece liberdade, usando pinos de I/O que aceitam interrupção externa; flexibilidade, com PWMs de 16-bit com frequências configuráveisO Ton já tem Bluetooth e Wi-Fi, mas ainda sob; disponibilidade com a possibilidade de usar Bluetooth e Wi-Fi, além de praticidade, com carregador de bateria embutido para aplicações portáteis.

Já em termos de software, a plataforma oferece modernidade, com o editor de texto Atom (multiplataforma); facilidade, com APIs para abstração na configuração e no acesso aos periféricos; open source, com tutoriais e exemplos, além de agilidade, com gravação simples e rápida via USB.

Júlio explica que o cérebro do projeto é a utilização de tecnologia de micro controladores ARM®. “Primeiramente estávamos buscando um micro controlador que pudesse fornecer potência e tivesse recursos avançados para suprir a demanda de projetos aliado ao custo e consumo de energia. Pesquisamos durante muito tempo para encontrar um produto que fosse eficiente e fácil de adquirir, até chegarmos ao micro controlador utilizado no projeto”.

Expectativas

Ao desenvolver a plataforma de prototipação, Júlio espera que a ideia se transmita entre o público como um vírus. Para que isso ocorra, ele pretende potencializar os diferenciais da Ioton, que são a facilidade de uso e o ambiente interativo que une software e hardware. “Criamos uma interface de desenvolvimento simples e intuitiva para facilitar o aprendizado e oferecendo configurações de recursos avançados para usuários experientes”, revela.

O Ioton também está em fase bem avançada. Ele já está pronto para ser comercializado. Porém, ainda precisa de aporte para ser produzido em grande escala. “Já tivemos algumas propostas de investidores e atualmente estamos analisando formas para o projeto chegar ao Ministério da Educação”, afirma Júlio.

A empresa ainda teve destaque na Campus Party 2016. No evento, Júlio conta que o evento contribuiu não só para apresentar ao projeto a possíveis investidores, mas também para interagir com o público-alvo e obter feedback da plataforma. “Ficamos muito surpresos de pessoas que já conheciam a empresa e o projeto e de pessoas que não sabiam que no Brasil pudesse ser desenvolvido algo assim”, finaliza.

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