Gestão de logística é facilitada por software da LogPyx

Gestão de logística é facilitada por software da LogPyx
Larissa Borges
setembro25/ 2015

Eros Viggiano é formado em ciência da computação e mestre em administração. Há mais de 20 anos trabalha com tecnologia da informação e, em 2014, decidiu fundar a LogPyx. A empresa, na qual atua como diretor executivo, oferece soluções tecnológicas aliadas à experiência em melhoria de gestão de logística e da cadeia de suprimentos. Além disso, será uma das empresas que subirá ao palco do DemoDay Minas, que acontece nos dias 30 de setembro e 01 de outubro. Em entrevista ao portal Minas Inova, Eros conta como a empresa se desenvolveu no mercado. Conheça mais sobre a LogPyx:

MINAS INOVA (MI) – Como foi o crescimento e o desenvolvimento da LogPyx? Qual a proposta da empresa e os principais serviços de gestão de logística oferecidos?

Eros Viggiano (EV) – No início, não tínhamos uma ideia muito concreta de qual seria a nossa oferta, mas sabíamos que ela iria unir o conhecimento em processos de logística e industriais com alta tecnologia. Começamos ofertando consultoria Lean, projetos de otimização e RFID (Identificação por Radiofrequência), estudando quais seriam as melhores oportunidades para desenvolvimento de produtos.

Ao longo de 2014 e 2015, testamos várias hipóteses sobre diversos produtos. A maioria dos produtos que idealizamos sofria de algum problema: ou tinha pouca aceitação no mercado ou apresentava baixa escalabilidade, isto é, a capacidade de replicar a solução em larga escala para outros clientes com baixo esforço.

Um marco importante para nós foi a admissão no programa Startup Brasil e, consequentemente, na aceleradora Techmall. O propósito de desenvolver uma solução escalável, a influência da rede de mentores e os insights estratégicos acerca de mercado nos levaram, em maio deste ano, a focar em uma única solução com bom potencial.

Desenvolvemos um modelo de negócio inovador para ofertar o Revolog, uma plataforma de RTLS (Real Time Location System), que possibilita a otimização de fluxos de veículos para logística de pátio. Em bom português, a solução reduz drasticamente as filas de veículos para embarque e desembarque de produtos. Lançamos a versão beta do produto em julho deste ano (com nosso hardware próprio) e desde então estamos conquistando importantes clientes pioneiros. Estes clientes estão obtendo economia desde o momento de implantação do Revolog. A solução também proporciona uma melhor organização das instalações de nossos clientes, aumenta a qualidade de vida de motoristas e, indiretamente, contribui até para a redução de exploração sexual de crianças nas estradas.

MI – Quais as tecnologias utilizadas pela empresa para otimizar a gestão de logística de cargas?

Nossas tecnologias chave são redes de sensores sem fio e algoritmos de otimização. Estes empregam técnicas como inteligência artificial, modelagem matemática, dentre outras para aumento de eficiência operacional.

MI-Para a sua empresa, o que é inovação? E como fazem isso?

EV – Para nós, a inovação está relacionada a um aspecto pouco explorado que leva a um diferencial competitivo expressivo. A inovação pode estar presente na tecnologia, no modelo de negócio ou em ambos. Muitas vezes, a inovação está mais em combinar duas coisas que viviam em mundos distintos.

No caso do Revolog, nós desenvolvemos uma tecnologia de RTLS baseada em sensores de localização com custo bem mais baixo que nossos concorrentes e ainda assim muito eficientes. A inovação na tecnologia nos possibilitou inovar também no modelo de negócio. O Revolog exige uma taxa de instalação muito baixa e é ofertado como um serviço continuado e somos remunerados por prestações acessíveis. Assim, a solução já se paga para o cliente logo no primeiro mês de uso.


MI-Quais as expectativas com o mercado? Pretendem expandir os negócios? Como e quando?

EV – No momento, estamos executando apenas projetos pilotos e limitamos a apenas cinco clientes experimentais. Todos são clientes pagantes, com o perfil pioneiro e que estão contribuindo ativamente para o desenvolvimento da solução. Temos uma lista de interessados em espera, o que nos deixa bastante otimistas para as etapas que estão por vir. Em breve, trabalharemos com canais de venda e entrega da solução que nos permitirão escalar fortemente a partir de 2016.

MI- Qual a relação entre inovação e indústria? Por que é importante pensar em soluções que contribuem para o desenvolvimento da indústria?

EV- A indústria brasileira é considerada pouco inovadora. Um estudo recente mostra que mais de 60 países apresentam um setor industrial mais aberto à inovação que o nosso. De uma forma geral, percebemos que a indústria se dispõe a investir mais no aumento da capacidade produtiva que em inovar em seus processos. Vivemos, então, em um paradoxo: na conjuntura econômica atual, exatamente quando deveríamos investir mais para aumentar a eficiência, ocorre um estancamento de praticamente todo investimento em inovação.

Acredito que ninguém contesta que a inovação contribui para o desenvolvimento da indústria. Então, ‘como financiar a inovação?’. Predomina a concepção que inovar é caro. Inovar é caro quando pensamos no velho processo de P&D dentro das organizações ou aquisição de tecnologias multinacionais de grife. Se o momento é economicamente complicado, por outro lado, é também muito interessante do ponto de vista de inovação. Vivemos simultaneamente o fenômeno de surgimento de várias startups e o desenvolvimento da cultura de Open Innovation. Várias grandes empresas estão se beneficiando da inovação aberta e tem ações organizadas para fomentá-la, buscando cooperação principalmente com startups, instituições altamente eficazes do ponto de vista de encontrar soluções inovadoras por custos surpreendentemente baixos.

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