F.I.R.E.: um método de inovação rápido e viável

Redação
novembro20/ 2016

Gerir projetos é tarefa árdua. Nas startups que desejam inovar, o desafio é ainda maior: além de lidar com um orçamento bem limitado, é difícil encontrar estudos e referências sobre o assunto. Afinal, seu negócio quer ir aonde nenhum outro foi.

Em seu livro F.I.R.E., o notável especialista em tecnologia militar Dan Ward explica como empresas podem impulsionar a inovação e atingir seus objetivos usando métodos Fast (Rápidos), Inexpensive (Viáveis), Restrained (Contidos) e Elegant (Elegantes). Entenda o significado de cada sigla:

Fast (Rápidos)

Faça seu projeto ser rápido dividindo-o em tarefas que podem ser terminadas em menos tempo. Dessa forma, você consegue se concentrar mais em cada uma e estabelecer prazos claros e cumpríveis. Mas lembre-se: ser ágil não significa trabalhar sem qualidade.

Inexpensive (Viáveis)

Viável não quer dizer barato, mas eficiente. Mantenha o orçamento baixo e tente resolver os problemas com os recursos disponíveis (assim como no Método MacGyver) antes de injetar mais dinheiro.

Restrained (Contidos)

Conter é se manter no controle. Você controla a situação com reuniões recorrentes, prazos curtos, equipes pequenas e bem definidas e um orçamento enxuto.

Elegant (Elegantes)

Lembre-se: menos é mais. Ser elegante é focar na simplicidade. Querer colocar todos os recursos em um mesmo projeto é como querer vestir todas as roupas do seu guarda-roupa: não é prático e nem bonito. Se bem trabalhados, projetos simples conseguem resultados ainda melhores.

Um bom exemplo é o avião F-22, dos EUA. Iniciado em 1981, o projeto havia sido planejado para a Guerra Fria. O lançamento só aconteceu em 2005, 14 anos após o fim da União Soviética. O motivo: os cientistas norte-americanos adicionaram mais e mais detalhes ao projeto inicial, achando que ele não estava pronto.

O F.I.R.E. aplicado: o caso NASA

É verdade que a NASA conta com um orçamento generoso. Ainda assim, as missões da agência focam em acelerar seus projetos e inovar apenas quando necessário. Em 1999, ela realizou uma façanha nunca antes vista com alguns milhões a menos do que o orçamento previsto – e entregou tudo no prazo.

A missão, chamada de Stardust, consistia em recolher partículas da cauda de um cometa. A NASA separou as tarefas importantes em três: encontrar o cometa, recolher as partículas e voltar para casa. Havia outros objetivos, como tirar fotos, mas eles eram considerados desejáveis e não fundamentais para o projeto.

Em vez de construir tudo do zero, a NASA reaproveitou recursos de outros projetos. Assim, a equipe focou em produzir o que não existia. De fato, a única inovação real de todo o Stardust foi a criação de um material para coletar as partículas, o aerogel. Com experiências passadas, a NASA fez algo que ninguém havia feito antes.

Fonte: StartUp

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