Espaço reúne cultura, arte e empreendedorismo em BH

Téo Scalioni
maio29/ 2015

Um espaço inovador que de tão eclético fica difícil definir do que se trata. Assim é a Alfaiataria. A casa situada no bairro dos Funcionários, em Belo Horizonte, reúne várias atividades em um só local, tendo como mote a criatividade, inovação e colaboração. São vários os trabalhos lá realizados, que vão desde cursos de empreendedorismo a poker, passando por galeria de arte, bar, alfaiataria, uma loja de assessórios e até um espaço de coworking, onde profissionais desenvolvem  uma verdadeira comunidade criativa em rede.

 “Gostaria de definir o espaço como uma Casa Cultural, mas acredito que vamos além disso”, observa Lucas Durães, um dos idealizadores do projeto. Conforme explica, a casa emblemática abrigou por 45 anos uma tradicional alfaiataria do avô, Hermano, mas que também já foi pizzaria, boutique masculina e confecção, sempre com pessoas morando lá. No entanto, a família resolveu vender a casa, que vai dar lugar a um prédio de escritório. Mas antes de entregá-la, Durães decidiu fazer esse emaranhado de coisas nela. “Projeto temporário com data para acabar, que é 28 de junho. Até lá, vamos ocupar a casa com várias atividades”, conta.

 Co-founder da Guajajaras, empresa especializada em promover o empreendedorismo colaborativo, Durães juntou-se, com a Perestroika, escola livre de atividades criativas, nascida em 2007 em Porto Alegre e decidiram realizar a Alfaiataria. “Tínhamos a casa e não tinha porque não fazer, pois a Perestroika  possuía o know how de promover cursos, que se encontravam com a nossa proposta”, afirma ele. Segundo Durães, a partir do momento que se juntaram, as outras atividade foram aparecendo naturalmente.

Na loja, por exemplo, Durães decidiu vender produtos de marcas mineiras e de pessoas que estão começando. Além de vestuário, há sapatos, camisetas, livros, vinis dentre outros produtos. “O objetivo foi dar visibilidade aos empreendedores locais, que acabaram de nascer. Uma galera jovem de 22 e 23 anos”, conta. Como acredita nas parcerias, Durães observa que tudo que acontece na Alfaiateria é de forma colaborativa. Até mesmo a reforma da casa para abrigar o projeto foi realizada pelos próprios empreendedores que lá estão e utilizam o espaço. “Da pintura da casa a decoração. Só o que não tínhamos total competência, como a parte elétrica, por exemplo, tivemos que chamar um profissional”, relembra.

Durães reforça que atualmente o projeto e suas atividades não dão lucros, mas se paga. Tirando alguns cursos, todas as atividades na Alfaiataria são gratuitas. Cada participante do projeto tem a sua forma de colaborar. Alguns contribuem com trabalhos, outros com produtos e outros com uma ajuda de custo mesmo. “Cada parceiro tem sua forma de ajudar.Por isso é difícil falar da participação de cada um”, observa.

Em relação à galeria de arte, a cada duas semanas há uma exposição diferente. sobre o bar, chamado “Murinho”, uma nova concepção: não há garçom e as próprias pessoas se servem e deixam o dinheiro. “Um espaço em que todos todos transitam. Por isso há também muita paquera”, afirma.

A Alfaiteria fica situada na rua Santa Rita Durão,153 esquina com Afonso Pena, no Funcionários. Funciona de Segunda a sexta de 9h às 0h e no sábado de 18h às 0h.

http://www.alfaiataria.cc/#intro

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