Espaço de fomento à inovação e ao empreendedorismo é criado em BH

Redação
maio08/ 2017

Uma iniciativa conjunta de três empresas deve fomentar a inovação e o empreendedorismo em Minas Gerais. O Banco Intermedium, a MRV e a Localiza são idealizadores do projeto que visa criar uma conexão entre as startups. A iniciativa ganhou o nome de Órbi e deve ser inaugurada em julho. Ela vai funcionar em uma área de 1.200 metros quadrados na avenida Antônio Carlos, o bairro Lagoinha, região Centro-Sul de Belo Horizonte. O investimento para a iniciativa é de R$ 3 milhões.

Belo Horizonte vem se destacando como um dos principais polos tecnológicos do País, com grande número de empresas de tecnologia e forte geração de empregos no setor. Este ecossistema favorável ao desenvolvimento de negócios tecnológicos se traduziu em diversas iniciativas como, por exemplo, a formação do San Pedro Valley (SPV), ecossistema de startups da cidade.

O Órbi é resultado da criação conjunta entre empreendedores, algumas startups da San Pedro Valley e as três empresas mantenedoras. O projeto será um ponto de encontro em Belo Horizonte para resolver a lacuna por um local que conecte todo este ecossistema tecnológico, dissemine conhecimento e ajude no desenvolvimento de startups. A iniciativa terá áreas de trabalho permanentes e temporárias para startups, além de espaço para cursos, workshops e eventos.

De acordo com João Vitor Menin, presidente do Banco Intermedium e idealizador do projeto, o Órbi será lançado pelas três empresas mantenedoras, que têm diversas iniciativas na área de inovação, para conectar o ecossistema de startups mineiro e incentivar o desenvolvimento de um berço para novos negócios. “As taxas de mortalidade de startups são altas no Brasil, queremos ajudar a reverter este quadro ao atrair investimentos e ajudar na qualificação destas empresas”, destaca o executivo.

Um programa de startups residentes será criado pelo Órbi para receber, inicialmente, 20 startups em estágio pós-aceleração e que já estejam gerando receita. Estas empresas terão espaços de trabalho permanentes no local e receberão ajuda especializada para se qualificarem a receber investimentos. Os critérios de seleção destas empresas estão sendo definidos e serão divulgados, posteriormente.

“Estamos fechando parcerias nacionais e internacionais com empresas especializadas para preparar um diagnóstico do atual estágio e um plano de negócios qualificado a fim de que as startups residentes se tornem aptas a receber recursos e se desenvolver. Vamos mostrar aos potenciais investidores que temos startups com potencial de gerar alto impacto e retorno de seus investimentos”, destaca Menin. “Também estamos estreitando laços com universidades e centros de inovação que nos ajudarão a criar o pilar de educação empreendedora e de capacitação de startups do Órbi”.

O Órbi ainda contará com 10 startups âncoras, formadas por grandes startups de Minas Gerais, que serão parceiras do projeto ao compartilhar seu know-how e realizar mentoria para as menores.

Fonte: O Tempo

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