Entendendo os tipos de inovação

Redação
outubro27/ 2016

Inovar nem sempre é simplesmente criar algo novo. Pouco se fala sobre esse aspecto, mas, de fato, existem diferentes tipos de inovação. Nos anos 1970 e 1980, diferentes estudiosos fizeram segmentações dos tipos de inovação. E bem antes disso o economista Joseph Schumpeter, no início do século XX, elencou cinco subdivisões.

No livro “O poder da inovação”, Luiz Serafim, head de marketing da 3M Brasil, apresenta algumas dessas definições.

Na divisão de Schumpeter, temos:

Foco no produto

Introdução de um novo produto ou mudança qualitativa ou de funcionalidade em produto existente.

Foco no processo

Introdução de novo método de produção ou processo baseado em descoberta científica ou tecnológica que seja novidade para a indústria.

Foco nos negócios

Abertura ou reinvenção de um mercado.

Foco nos recursos

Desenvolvimento de novas fontes de matérias-primas, bens semimanufaturados ou outros insumos.

Foco no modelo de negócios

Estabelecimento de uma nova organização para os negócios (mudanças na organização da indústria).

Essa segmentação feita por Schumpeter é bastante abrangente, mas, acredite, ainda não dá conta de toda a complexidade do processo de inovação. Por isso, é importante trazermos também as definições de autores mais modernos, que partem de uma divisão em dois grandes grupos para, em seguida, refinarem os conceitos.

Nesse sentido, duas divisões primordiais são:

Inovação incremental – Aquela que possui “grau moderado de novidade, mas ainda proporciona ganhos significativos. Ocorre continuamente em uma indústria e se constitui de ajustes em produtos e processos existentes”, explica Luiz Serafim.

Inovação radical – Trata-se da que “provoca transformações nas regras competitivas, no processo produtivo, nos produtos e nos serviços. É descoberta proporcionada por novos conhecimentos, envolvendo maiores recursos e riscos técnicos, com forte impacto nos resultados”, acrescenta.

Tendo como base essas duas concepções, chegamos ao conceito que explica que a inovação não nasce junto da ideia, mas quando o processo que se inicia com essa ideia atinge um grau maior de maturidade. Vendo por essa ótica, temos a noção de que a inovação está muito mais ligada ao seu potencial de geração de resultados do que, necessariamente, à criação de algo novo.

E você, que tipo de inovação você tem feito?

 

Fonte: Portal Administradores

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