Embrapii completa três anos e já apoiou 108 projetos

Redação
maio14/ 2016

A Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) completa nesta terça-feira (10) três anos de criação com 108 projetos no valor de R$ 178 milhões. São 28 instituições tecnológicas credenciadas para desenvolver projetos de inovação em parceria com empresas privadas, nacionais e estrangeiras. Pelo modelo de negócios compartilhado, inédito no setor, a Embrapii divide os investimentos em PD&I com as empresas parceiras, o que estimula a indústria a inovar mais e com maior intensidade tecnológica, potencializando a força competitiva das empresas.

Criada em 2013, a Embrapii tem a missão de viabilizar soluções para o desenvolvimento industrial, por meio da geração, adaptação e transferência de conhecimentos e tecnologias, em benefício da sociedade. A ideia surgiu em 2007 a partir de um estudo da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC), encomendado pela Sociedade Brasileira de Física, que apontava a criação de uma Empresa Brasileira de Ciência e Tecnologia Industrial. Em 2013, o governo federal, com o apoio da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), ligados à indústria, criou a Embrapii. No mesmo ano, foi firmado o contrato de gestão com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Ministério da Educação (MEC) no valor total de R$ 1,5 bilhão.

“A Embrapii é a realização de um sonho da comunidade científica. Ela chega para resolver uma lacuna entre a pesquisa e as necessidades da indústria, que precisa de inovação e conhecimento para aumentar sua competitividade. Ainda temos um longo caminho para chegarmos aos níveis adequados de investimentos em inovação, mas certamente estamos fazendo bem a nossa parte”, diz o diretor-presidente da Embrapii, Jorge Guimarães.

Novidades

Ainda este ano, o setor de tecnologia e inovação receberá o primeiro beacon – dispositivo que transmite informações de identificação via Bluetooth – com tecnologia 100% nacional e algumas funcionalidades inovadoras, não disponíveis nos produtos já existentes no mercado. Ele será desenvolvido pela Unidade EMBRAPII CPqD, em Campinas (SP), em parceria com a empresa Taggen, especializada em projetos e soluções baseadas na tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID).

Os beacons sairão de fábrica com a homologação da Anatel. Inicialmente, emitirão dados que permitirão a criação de aplicações de rastreabilidade, com foco principalmente nas áreas de logística e marketing. Na etapa seguinte os dispositivos já serão integrados a sensores, de modo que, junto com a identificação, possam transmitir mais algum tipo de informação, por exemplo, de temperatura, velocidade, pressão, altitude e luminosidade – o que vai ampliar o leque de aplicações.

Os beacons utilizam a tecnologia Bluetooth Low Energy para detectar a proximidade de outros dispositivos (também Bluetooth) e transmitir um número identificador único.

 

Fonte: MCTI

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