Cruzando dados para ajudar cobrança

Téo Scalioni
maio07/ 2015

A tecnologia está disponível para ajudar cada vez mais pessoas e empresas a solucionarem problemas, diminuir custos e facilitar a vida. Até mesmo para tratar de um assunto mais delicado, como a cobrança, a inovação chega para colaborar. É o caso do Cobrança Legal, um software que possibilita às empresas carregarem dados de pagamento de clientes nos últimos meses, classificando-os por perfil de inadimplência. Com isso, são geradas estratégias de cobranças específicas para cada um, indicando a melhor maneira de cobrá-los.

Desenvolvido pela startup Proativa Big Data, o Cobrança Legal estuda o perfil dos clientes, pois, na maioria das vezes, quem cobra não sabe nada do inadimplente.  Assim, a ferramenta enriquece o banco de dados e completa o ciclo da cobrança, oferecendo os meios de quitação da dívida. “Incluímos diferentes formas para que o cliente possa pagar de maneira fácil e rápida”, afirma a diretora de Marketing e Comunicação do Proativa Big Data, Fernanda Lambertucci.

Para Fernanda, a cobrança tornou-se algo bem rentável no Brasil. Segundo ela, em quase 60% dos registros de pessoas físicas, existe alguma dívida. “Uma grande empresa pode chegar a gastar cerca de R$ 15 milhões por mês com cobrança”, observa, citando a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), empresa que utiliza a plataforma para a cobrança. “Conseguimos quebrar muitos paradigmas na Cemig. Nosso sistema descobriu, com mais acertos que o sistema anterior, quais eram os suspeitos de terem gatos na rede”.

Estratégias geradas pelo Cobrança Legal são executadas pelo próprio software, que dispara as ações de acordo com as ferramentas adquiridas pelo cliente – via e-mail e mensagem são gratuitas para todos os planos. No pago, a estratégia pode incluir negativações em instituições consagradas, como Serasa Experian. “Nosso plano de negócios inclui assinaturas, recompensa pelo débito recuperado e revenda de ferramentas de cobrança. Planos gratuito e pagos, que variam de acordo com o tamanho de processamento requerido e funcionalidades”.

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