Conteúdo ilustrativo gera engajamento e entendimento

Nathália Guedes
maio26/ 2015

É comum termos uma pessoa responsável para documentar, textualmente, as principais informações de uma reunião de trabalho. O que você provavelmente não sabe é que existe um profissional especializado em transmitir essas mesmas informações através de desenhos. Os Facilitadores Gráficos, como são conhecidos, utilizam ilustrações, textos e gráficos para traduzir as ideias centrais, pensamentos e palavras-chave de uma conversa à medida que ela acontece, ou seja, em tempo real.

A técnica surgiu em 1970 nos Estados Unidos (EUA) por consultores de comportamento organizacional, que perceberam, na forma colaborativa de trabalho de arquitetos e designers, uma alternativa para resolver as demandas diárias do trabalho. Entretanto, somente agora, temos percebido, no Brasil, a utilização da metodologia utilizada pelo facilitador gráfico para registrar e compartilhar as informações de palestras, aulas, reuniões, workshops ou qualquer outro evento com mais de duas pessoas.

Lucas Alves, mineiro de Belo Horizonte, abandonou a psicologia para investir na carreira promissora de facilitador gráfico. “Este é um campo com muitas possibilidades já que ainda é pouco conhecido em Minas e no País. Entretanto, devido à falta de conhecimento sobre o que fazemos, é necessário realizar um amplo trabalho de divulgação para demonstrar às empresas os benefícios do serviço”, explica Alves.

Segundo ele, o registro visual torna o entendimento e a compreensão do que foi discutido mais simples e atrativo. “Os participantes absorvem mais conteúdo quando estão diante de um painel lúdico, com textos e imagens que traduzem a essência da conversa. A combinação gera um engajamento quase que emocional do participante, ele se identifica, interage com a forma diferenciada de expor as ideias”, observa.

Alves já realizou projetos em empresas como Petrobrás, Gol Linhas Aéreas, Sebrae Minas, Gerdau, Governo de Minas e universidades como UNI-BH e UNA.

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