Federal incentiva inovação

Téo Scalioni
maio07/ 2015

A PJ, empresa júnior da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), une soluções para o mercado, conhecimento, pesquisa e projetos de inovação. Formada por alunos de diversos cursos, atende clientes cobrando aproximadamente 1/8 dos preços praticados por empresas já constituídas, principalmente, na área consultorias e projetos de engenharia mecânica e de produção.

Os alunos que participam da PJ não são remunerados financeiramente, no entanto, além contabilizarem o trabalho na empresa como crédito de hora-aula, vivenciam na prática o funcionamento de uma organização já atuante no mercado. Um conhecimento não encontrado nos livros e teorias. Tanto que a organização da UFMG contempla, além de Diretoria Executiva, departamento de Marketing, Recursos Humanos, corpo técnico, dentre outros, em um total de 60 pessoas.

O estudante do 4º período de Engenharia Mecânica e membro da PJ, Arthur Araujo Ribeiro, explica que o intuito da empresa júnior é colocar o aluno frente a frente com a realidade do mercado. Assim, ele aprende na realidade os passos do desenvolvimento de um projeto, além, é claro, de ter o contato com o cliente. Ele conta que não há remuneração dos estudantes, pois o próprio sucesso do projeto pode ser considerado o ganho por parte dos alunos. “Todo dinheiro que entra na PJ é gasto nela mesmo, em seu desenvolvimento. O estudante recebe uma ajuda de custo caso tenha que ir visitar cliente, participar de feiras e projetos fora de Belo Horizonte ou mesmo em treinamentos dos alunos”.

Para Ribeiro, existe uma relação de ganha-ganha entre o mercado e os estudantes. Ele lembra que, como empresa já instituída, a PJ busca desenvolver soluções que visam aumentar a produção, diminuir custos e melhorar processos. “É interessante para o contratante, porque paga bem menos e recebe um serviço de qualidade com o respaldo da UFMG”, garante Ribeiro, reforçando que todos os projetos são monitorados de perto pelos professores da universidade.

Com 20 anos, o jovem observa que a participação dos alunos na empresa júnior é passageira, enquanto estão fazendo o curso. Nela, procuram adquirir o máximo de experiência para, quando formarem, estarem mais preparados. “Percebi que esse será o caminho que vou seguir. Trabalhar com inovação para solucionar demandas do mercado”, conta Ribeiro, que se orgulha de projetos nos quais, por meio da PJ, está envolvido, como o de uma análise estrutural para uma arquibancada que será construída na Grande BH.   

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