Co-founder: uma escolha estratégica

Redação
agosto03/ 2015

Um dos maiores desafios iniciais do empreendedor de sucesso surge antes mesmo de se estruturar a Startup formalmente. Encontrar a pessoa certa para compartilhar o processo de crescimento da Startup envolve uma série de questões – desde o jeito de ser da pessoa até sua aptidão técnica. Uma escolha malfeita pode pôr em cheque todo o trabalho desenvolvido até então e arruinar as perspectivas de o negócio dar certo.

Em palestra realizada no Startup Farm, Délber Lage, sócio-fundador do NCB Advogados e especialista na assessoria jurídica de startups, compara, por meio de uma analogia, a busca por um co-founder à de um time de futebol por um craque: “certa vez, um jogador teria chegado para o treinamento de manhã, cansado, após passar a noite anterior bebendo em uma festa. O técnico, por sua vez, não quis ouvir as explicações do jogador, dizendo que ele não estava procurando um marido para a filha, mas um atacante que resolvesse os jogos e marcasse gols”.

A busca por um co-founder, no entanto, não pode seguir a mentalidade de um time de futebol. É importante, sim, que o sócio seja bom tecnicamente, mas também é imprescindível que a convivência entre os fundadores seja boa. No linguajar do futebol, não basta que o sócio marque gols, mas também que ele seja um bom companheiro no vestiário e nas concentrações.

Na oportunidade, Lage ainda ressaltou alguns pontos que devem estar presentes no Contrato Social da empresa e no Acordo de Quotistas/Acionistas. É o caso de cláusulas relativas à dissolução da empresa e das formas e condições para saída dos sócios, temas nem sempre abordados nas conversas preliminares entre sócios.

Texto produzido pelo escritório Nemer Caldeira Brant Advogados

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