Cientistas implantam malha eletrônica no cérebro

Redação
junho20/ 2015

Um grupo de químicos e neurocientistas da Universidade de Harvard criou uma malha ultrafina que pode se fundir com o cérebro. Isso pode criar o que parece ser uma interface perfeita entre circuitos biológicos e de máquina. Chamado de “malha eletrônica”, o dispositivo é tão fino e flexível que pode ser injetado com uma agulha.

A ideia da “malha eletrônica” é estudar o cérebro bem de perto, entendendo como a atividade de neurônios individuais provoca emoções e sensações. Além disso, ela pode ser usada para estimular tecidos e até promover a regeneração de neurônios.

Os pesquisadores descrevem o dispositivo como “um eletrônico injetável por seringa”. Eles se surpreenderam como as células do cérebro dos ratos, animais utilizados para provar a eficácia do estudo, cresceram em torno da malha, formando conexões com os fios, essencialmente acolhendo um componente mecânico em um sistema bioquímico.

Como explica a revista Nature Nanotechnology, onde o estudo foi publicado, a equipe de Harvard usou uma malha de fios de polímeros condutores, macios como seda e flexíveis. Nas interseções entre os fios, eles colocaram eletrodos e transistores. Os pesquisadores implantaram malhas com 16 elementos elétricos em duas regiões do cérebro de ratos anestesiados para conseguir monitorar e estimular neurônios. Por enquanto, os ratos com esta malha eletrônica estão ligados ao computador através de um fio, mas a ideia é que, no futuro, esta conexão seja via wireless.

Os pesquisadores dizem que a malha tem uma série de usos, como monitorar a atividade cerebral, oferecer tratamento para doenças degenerativas como o mal de Parkinson, e até aumentar as capacidades cerebrais. Eles esperam testar a “malha eletrônica” em humanos em breve.

Fonte: Universidade de Harvard, revista Nature Nanotechnology e portal Gizmodo Brasil

Imagem por Lieber Research Group, Harvard University

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