Chamadas públicas do BH-TEC selecionam três novas empresas

BH-TEC leva o 1º lugar no Edital Usinas Digitais
Redação
agosto14/ 2016

No primeiro semestre de 2016, o BH-TEC abriu duas chamadas públicas para ocupação de salas no Edifício Institucional. Durante os processos, duas empresas foram selecionadas e já estão iniciando suas atividades no Parque, são elas: a Treinus e E-Solum. Além das novas residentes do Parque, a JN2 foi selecionada na categoria não-residente.  Com a chegada dos três novos empreendimentos, o setor de TI do BH-TEC ganha ainda mais força. Conheça as novas empresas do Parque.

Detectando oportunidades de mercado

A inovadora Treinus, uma das selecionadas, é uma empresa de tecnologia voltada para a prática de esportes. Gutenberg Marques Dias, CEO e fundador da empresa, conta que a ideia de negócio surgiu quando ele mesmo se preparava para correr uma maratona, em 2006. “O meu treinador acompanhava mais de 80 alunos com um sistema manual, usando textos e planilhas no computador. Percebi uma oportunidade de desenvolver um produto que pudesse facilitar esse trabalho”, conta.

A ideia foi para o mercado em 2011, e atualmente é comercializada para uso corporativo, como um sistema de gestão. Pela plataforma, profissionais e assessorias esportivas podem fazer um acompanhamento remoto, prescrevendo treinamentos e acompanhando o progresso dos atletas. Além de facilitar a troca de informações, o sistema Treinus também oferece suporte para a gestão financeira do negócio, permitindo a cobrança de mensalidades, por exemplo.

A entrada no Parque faz parte do plano de desenvolvimento da empresa. “No ano passado, iniciamos um programa de aceleração, e a inserção em um ecossistema de inovação é uma continuidade desse processo, pela oportunidade de trocar experiências com outras empresas”, afirma Gutenberg. Dentre as perspectivas futuras estão a expansão do mercado e a adaptação do sistema para aquisição diretamente pelo usuário final. Dentre as perspectivas futuras estão a expansão do mercado e a adaptação do sistema para aquisição diretamente pelo usuário final.

Investir para economizar

Simplificar fluxos de circulação de informação também é o trabalho da E-Solum, que já opera no parque desde junho. Há nove anos no mercado, a empresa comercializa, hoje, uma plataforma desenvolvida a partir de tecnologia própria, voltada para o armazenamento e compartilhamento de informações corporativas em tempo real, dentro das empresas.

O grande diferencial é a possibilidade de compartilhamento entre companhias do mesmo ramo – o que aconteceu, por exemplo, com um grupo de cooperativas de crédito. “Vimos a necessidade de baixar o custo e o tempo de desenvolvimento e implantação de ferramentas de TI, e então percebemos a oportunidade de criar um produto com a mesma arquitetura que pudesse ser adotado por todas as empresas, utilizando a ideia de economia de escala”, explica o diretor da empresa, Rodrigo Rangel.

O produto é adquirido por meio de uma assinatura mensal e funciona por meio do armazenamento em nuvem, o que, diferente da maioria das soluções disponíveis no mercado, possibilita a implantação de imediato,. “Aumentar a produtividade e manter o custo baixo são objetivos de todas as empresas. Nós conseguimos desenvolver uma solução segura e rápida para isso”, completa.

Cultura em pesquisa

Não há inovação sem pesquisa. Esse é um dos pontos de sinergia entre o BH-TEC e a JN2, que recentemente se ligou ao Parque na categoria não-residente. Com atuação no desenvolvimento de plataformas para e-commerce, a empresa resolveu, em 2010, investir em formas de aprimorar a ferramenta. “Encontramos uma tecnologia open source ainda pouco conhecida na ocasião – o Magento – e vimos nela uma oportunidade. Hoje, ela é a tecnologia usada em 1 a cada 5 sites de e-commerce no Brasil, além de deter 30% do share mundial”, explica Leonardo Neves, diretor executivo da empresa.

Após um esforço em desenvolvimento interno, a empresa conseguiu aprimorar a plataforma e desenvolver uma solução de alta qualidade, custo competitivo e rapidez de entrega. Uma vez criada a “máquina de fazer lojas virtuais”, a empresa procura escalar, da mesma forma, a sua capacidade de vendas. “Temos um projeto de expansão e esperamos, nos próximos dois anos, aumentar para 1.200 nossa cartela de clientes – que hoje conta com 100 empresas”.

Para Leonardo, a proximidade com a universidade promovida pela ligação com o Parque é muito bem vista, pela facilidade de acesso a pesquisa. Futuramente, a empresa vislumbra iniciar um plano de internacionalização. “Hoje, temos um produto melhor que a maioria dos similares em lojas online dos Estados Unidos, por exemplo. Nossa perspectiva é expandir nossa atuação no mercado nacional para então iniciar essa segunda fase”, completa.

Fonte: BH-TEC

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