Alunos de universidade mineira são finalistas em concurso nacional

Nathália Guedes
junho26/ 2015

A madeira plástica é mais uma boa e ecologicamente correta alternativa para substituir a convencional. No entanto, por ter valor médio 30% superior ao da madeira tradicional, a solução biossintética ainda é pouco comercializada. Pensando em produzir artigos de mesma aparência, mas com preço mais barato e alto valor agregado de resistência, estudantes dos cursos de engenharia mecânica e de química do Centro Universitário UNI-BH, em Belo Horizonte, desenvolveram uma máquina de baixo custo capaz de misturar casca do coco com resíduos plásticos e formar peças de visual semelhante aos de madeira, como bancos, percolados, pisos de decks e cercas.

“Desenvolvemos uma máquina menor e mais barata para possibilitar que pequenas empresas e cooperativas possam reciclar e transformar resíduos em novos produtos. Uma máquina vendida atualmente no mercado custa aproximadamente R$100 mil. Já a que nós criamos pode ser vendida a R$12 mil”, explica Alan Machado, professor e orientador do projeto.

Segundo ele, a ideia surgiu quando ele e seus alunos tomaram conhecimento, por meio da imprensa, de que em uma semana foram retiradas e descartadas cerca de nove toneladas de casca de coco dos arredores da Lagoa da Pampulha. “Queríamos dar outro destino para essa importante matéria-prima que não os aterros sanitários. Foi então que pensamos em bolar um equipamento para otimizar a mistura da casca do coco com o plástico  e facilitar a composição de produtos de madeira biossintética”, conta.

A iniciativa rendeu ao grupo uma vaga entre os finalistas da sexta edição do Prêmio Instituto 3M. Apenas seis dos 240  projetos inscritos por estudantes, de diversos estados do país, foram selecionados. O objetivo principal do concurso é incentivar e premiar ações de empreendedorismo criadas por estudantes de graduação e promover o desenvolvimento de soluções tecnológicas inovadoras, simples, de baixo custo e que beneficiem a sociedade.

Os projetos selecionados se enquadram nos quesitos de aplicabilidade, uso de tecnologias sociais, inovação e sustentabilidade estabelecidos pela organização do concurso. O resultado final será divulgado no dia 03 de julho e a proposta vencedor receberá seis meses de apoio técnico e financeiro, no valor total de R$ 30 mil. O montante deverá ser destinado, exclusivamente, para implementação e execução da ideia.

Os alunos do Uni-BH envolvidos no projeto são Elaine Aparecida da Cunha Silva, Gustavo Ribeiro de Campos, Karina do Nascimento Fernandes, Lucas do Nascimento, Thainá Stefanie Ferreira Souza, Thalita Santos de Oliveira, Wellerson Diego Leonardo e Wellerson Pereira de Oliveira.

Apoiadores