3 motivos pelos quais o mercado deve se ajudar mais

Redação
setembro26/ 2016

Por Cínthia Demaria

Com o passar do tempo, a experiência de administrar um negócio próprio  revela-se cada vez mais surpreendente.  A sensação de lidar com o cliente e entender com afinco os seus objetivos talvez seja a parte mais encantadora, que nos faz apaixonar por aquele negócio como se ele fosse nosso, e é.

Por um lado não tão happy do ofício, alguns comentários tem se tornado rotina entre as pessoas que batem à nossa porta procurando pelos nossos serviços. Grande parte chega com um enorme receio de valores, prazos e qualidade, relatando experiências anteriores. As mais comuns são erros de prazo, tais como: “me prometeram X e não cumpriram”, “já paguei muito menos por isso”, dentre outros.

É amigos, não é fácil convencer a pessoa a contratar um serviço que o sobrinho dela pode fazer de graça ou que algum picareta fez antes. Mas aí você me diz: ‘é só mostrar seu portfólio’, certo? Pior que não, viu?! O que tem de gente que também usa esse artifício de forma errônea, não é brincadeira.

Por isso acredito que só existem três caminhos para esse mal do século (e do brasileiro), no famoso “jeitinho mais simples e mais barato”: amar o seu  mercado, cuidar dele como um filho e exigir muito que a concorrência seja boa e forte!

Precisamos que o mercado cresça e se valorize e que essa bobagem de criticar o do outro sem ajudar é dar um tiro contra si mesmo. E que saber o porque?

1- Porque mundo o dá voltas em torno do Ovo

Aqui em Belo Horizonte é assim, todo mundo se conhece, tem um amigo em comum, já trabalhou junto ou é parente de um parente seu. E acredite, não é só na função de assalariado que o QI (também conhecido por Quem Indica) funciona não. Acredite, no ramo empresarial é ainda pior. E ao contrário do que você imagina, a sua reputação depende dos seus colegas, às vezes até mais do que de você mesmo. Pensa só: do que adianta você ser um expert em um mercado vendido e desvalorizado?

2 – Porque nós devemos ajudar quem quer dinheiro fácil.

A picaretagem nada mais é do que uma insegurança no próprio trabalho, que faz com que as pessoas tentem lucrar de uma forma ou de outra, o que sempre acaba dando errado. E adivinha quem paga o pato se essas pessoas prometem um trabalho de qualidade para um cliente que amanhã pode ser seu?

3 – Porque tem o discurso maravilhoso de compartilhamento, mas na prática…

“Esse povo do empreendedorismo é tão unido”. Só que não. Tenta contar seus louros ou assumir uma falha em um fórum online pra você ver. O raciocínio é coletivo: “ninguém pode errar, nem ser melhor do que eu”. Afinal, o que você quer? Fico realmente na dúvida da missão, visão e valores dos profissionais que trabalham com pessoas e compartilhamento quando é pra falar de si próprio… Cara, deve rolar uma briga do ego com o superego que só os sintomas psicossomáticos vão conseguir explicar depois.

Por fim, minha mensagem em relação à concorrência e aos profissionais que assumem o mesmo ofício da minha empresa é uma só: sejam bons, mas muito melhores do que vocês podem ser. Só assim virão clientes dispostos a investir de olhos fechados no seu negócio e no meu.

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