20 ideias de negócio inusitadas – mas que acabaram dando certo

Redação
março12/ 2017

Ter uma ideia de negócio diferente é um dos maiores desafios de quem quer empreender – tanto que muitos acabam desistindo de inovar e apostam em negócios mais tradicionais. Porém, para os que persistem e dão asas à imaginação, o risco tomado pode valer a pena.

É o caso dos negócios listados abaixo: eles partiram de ideias inusitadas e já rendem hoje lucros aos seus empreendedores. Tais inovações estão em setores tão diferentes quanto casamentos e construções, por exemplo.

Confira quais são essas empresas e se inspire para abrir seu próprio empreendimento!

  1. Academia só para fazer spinning

A Spin‘n Soul foi fundada em 2014 e é uma rede de academias focada em apenas uma atividade: o spinning. Todo o ambiente foi pensado para facilitar o esporte – desde as bicicletas até a escolha das músicas e dos vestiários com elementos relaxantes.

Hoje, o negócio tem uma base de 21 mil clientes. A reserva e o pagamento de cada aula podem ser feitos online, com cobranças individuais. Apenas no ano passado, o negócio faturou 2,5 milhões de reais.

  1. Camarões pela internet

Comprar frutos do mar por meio de uma loja virtual parece uma opção um tanto quanto estranha. Porém, essa é a nova aposta da rede de franquias Vivenda do Camarão: em 2015, a marca inaugurou um modelo de franquia de vendas pela internet.

O formato, chamado “Vivenda em Casa”, é uma forma de democratizar o camarão, defende o sócio-diretor Rodrigo Perri. Com investimento inicial de 30 mil reais, o franqueado trabalha em casa vendendo pratos prontos congelados, sobremesas e até frutos do mar in natura para o consumidor final, restaurantes, hotéis, bares e empresas.

Segundo a marca, o projeto incrementou a renda da rede em 500 mil reais desde sua fundação.

  1. Cartão pré-pago para a cantina

A Nutrebem quer que escolas e pais acompanhem de perto a alimentação dos alunos e filhos. Criado em 2012, o negócio oferece um cartão pré-pago para as crianças gastarem na cantina da escola, junto com sugestões de itens saudáveis e relatórios personalizados por cada estudante.

“Isso reduz filas e os pais podem ver em tempo real a avaliação nutricional daquilo que seu filho está comendo. Além disso, estamos nos tornando uma fonte de pesquisas sobre alimentação infantil”, afirma Henrique Mendes Junior, fundador da Nutrebem.

O empreendimento atende cerca de 100 escolas particulares, analisando mais de 180 mil consumos por mês. Em 2016, o negócio faturou cerca de 870 mil reais.

  1. Casamentos celtas

A psicólogo Luciana Zanon resolveu criar um negócio bem inusitado para complementar sua renda: ela virou uma anfitriã de casamentos da cultura celta.

Tudo começou em 2009, quando uma amiga pediu a Zanon que organizasse um casamento do tipo. “Foi algo inusitado na época. Mas, por indicação de amigos de amigos, fui me especializando e hoje faço no mínimo uma celebração por mês”, conta a psicóloga.

A cerimônia é realizada por uma ritualista, após ser feito um estudo do casal. Todo o casamento reverencia os elementos da natureza, e é marcado pela simplicidade: os próprios noivos realizam os votos, por exemplo.

Um exemplo de público-alvo são os noivos de religiões distintas, que não querem ter de decidir por qual delas celebrar a união.

O pacote todo de casamento fica na faixa dos 2,5 mil reais. Apenas em 2016, a atividade extra rendeu um faturamento de 30 mil reais para a psicóloga.

  1. Certificador de reviews

Quando você procura saber se um estabelecimento é bom ou não, provavelmente faz uma busca de opiniões na internet. Mas como saber se os avaliadores são realmente confiáveis?

A Trustvox é uma startup criada em 2014 que trabalha justamente com a certificação de reviews para e-commerces. “Nós fazemos auditoria de reviews escritos apenas por consumidores que realmente compraram em uma loja virtual. Assim, conseguimos assegurar veracidade das avaliações publicadas”, explica a CEO Tatiana Pezoa.

Segundo a empreendedora, 21% das opiniões publicadas nos sites de e-commerce brasileiros são feitas por pessoas que nunca compraram aquele produto ou naquela loja.

Hoje, mais de mil lojas usam o serviço da Trustvox. O negócio faturou 1,2 milhão de reais no ano passado.

  1. Chopp sob medida

A empresa MyTapp quer facilitar a vida dos restaurantes de possuem choppeiras: o negócio desenvolveu uma tecnologia de automatização desses aparelhos.

Os clientes podem usar um cartão pré-pago para liberar o chopp na quantidade desejada, além de terem acesso a descrições sobre a bebida que escolherem. Os créditos podem ser carregados por meio de um aplicativo.

“Fornecemos uma experiência nova no consumo de chope: você pode beber quanto quiser e do estilo que quiser, pagando apenas pelo que pediu”, explicam os empreendedores João Paulo e Mateus Bodanese.

A MyTapp foi idealizada em 2014, mas só começou a vender no ano passado. O faturamento de 2016 foi de 700 mil reais, com a venda de 213 “Tapps” e mais de 30 mil usuários do serviço.

  1. Comida ultracongelada

A Liv Up nasceu no começo de 2016 com a meta de oferecer refeições saborosas, saudáveis e práticas. Para isso, a startup contratou chefs e nutricionista para desenvolver pratos e lanches por meio da técnica de ultracongelamento.

O preço médio das refeições é de R$22, com a entrega agendada à tarde ou à noite de segunda a sexta-feira. Com ticket médio de 200 reais, o negócio faz mais de 1500 vendas por mês.

Apenas em 2016, a Liv Up faturou 2,8 milhões de reais.

  1. Coworking para quem tem filhos

A Casa de Viver é um coworking criado em 2015, com uma proposta inovadora: integrar pais e filhos no mesmo local.

Enquanto os adultos trabalham no andar de cima, os filhos ficam no andar de baixo, em um ambiente desenvolvido para eles e com cuidadores.

Segundo a idealizadora do projeto, Carina Borrego, o local ajuda a manter uma rede de contatos profissionais e um ambiente de trabalho enriquecedor, sem abrir mão do lado materno ou paterno. Basta descer as escadas para ver os filhos.

O Casa de Viver possui hoje 17 clientes, e em 2016 faturou 220 mil reais.

  1. Dicas de finanças por SMS

Acessar os serviços de orientação financeira nem sempre é uma tarefa fácil – especialmente para as classes mais pobres. Mas e se essas pessoas pudessem receber dicas por meio do próprio celular?

Foi o que pensou a startup MGov Brasil, fundada em 2012. O negócio criou a solução Poupemais: um serviço de dicas orçamentárias por SMS.

“Enviando conteúdos e atividades simples referentes à educação financeira e gestão de gastos para uma população que muitas vezes não tem um acesso à internet de qualidade, é possível ajudar essas pessoas a conhecer melhor suas despesas, ter um consumo mais consciente e diminuir dívidas”, explica o empreendedor Rafael Vivolo. Saiba mais: [Planilha] Contas a pagar em sua empresa – Patrocinado

Como modelo de monetização, um banco, fundação ou empresa paga pela solução Poupemais e a disponibiliza para seus clientes e/ou funcionários. Em 2016, a MGov faturou 1 milhão de reais.

  1. DJ especial para lojas

Não é de hoje que a música é usada como uma estratégia para vender mais: diversas lojas fazem uso de seleções personalizadas para estimular seus clientes a adquirir mais produtos.

A DMC Media, criada em 2009, é especializada justamente nisso: ela faz uma curadoria musical especializada para rádios corporativas. O negócio atende clientes como Arezzo, Fórum e Hope.

“Elaboramos uma rádio ‘indoor’, com uma seleção de músicas totalmente voltada para a marca em questão. Nós fisgamos o cliente e depois o conectamos ao estabelecimento, fazendo com que ele queira continuar no local – o que aumenta a possibilidade de compra”, afirma o empreendedor Hélio Brito Junior.

A DMC Media atende em média a 70 clientes ao mês. No ano passado, o faturamento foi de 1,1 milhão de reais.

  1. Franquia de asfalto

A rede de franquias Único Asfaltos foi fundada em 2014 com um modelo de negócios inusitada: franquear pequenas usinas de produção de asfalto, para venda a granel.

O franqueado atende tanto clientes corporativos quanto governamentais (prefeituras, por exemplo), oferecendo o serviço de asfaltamento.

Em 2016, a Único Asfaltos acumulou 80 unidades franqueadas e um faturamento de 56 milhões de reais.

  1. Franquia de capachos e tapetes

A Cooper Kap é uma rede de franquias criada em 2015 que se especializou em um setor diferente: seus franqueados atuam vendendo capachos e tapetes.

“É um modelo para quem quer trabalhar como autônomo, sem precisar trabalhar com produção e estoque ou investir em uma loja própria”, afirma o gestor de varejo e marketing Francisco Tramujas.

Cada franqueado vende o equivalente a, em média, 8,4 mil reais por mês. A franqueadora recomenda uma margem de lucro de 50% embutida no preço de cada item. A CooperKap faturou 2,5 milhões de reais no ano passado.

  1. Jogo de escape

O empreendimento Puzzle Room foi fundado na República Tcheca, em 2014, com uma proposta inusitada: recriar os “jogos de escape”, famosos no computador, para a vida real.

Nesse tipo de game, os consumidores são trancados em uma sala e precisam resolver o mistério que a ronda se quiserem sair do cômodo – o que costuma envolver desafios lógicos e sensoriais.

Cerca de 1000 clientes são atendidos por mês pela Puzzle Room, com um ticket médio de 70 reais por pessoa.

“Focamos no que há de mais moderno em termos de escape game no mundo. O objetivo é criar games únicos, com roteiros inteligentes, dando uma experiência fora do comum”, afirma Rodrigo Matrone, CEO da Puzzle Room.

Apenas no ano passado, o negócio faturou 780 mil reais.

  1. Locação de equipamentos de construção

Vários negócios estão apostando no aluguel como uma forma de reduzir os custos para seus consumidores e reaproveitar bens que ficariam ociosos. No caso da rede de franquias Inovar Locações, criada em 2011, o produto alugado é bem peculiar: containers e equipamentos de construção.

Os itens são usados não só em obras, mas para residências, depósitos comerciais e eventos, por exemplo. Cerca de 5 mil equipamentos por mês são alugados, e o franqueado é responsável por prospectar clientes e mediar essa transação.

Em 2016, a Inovar Locações faturou 10 milhões de reais.

  1. Máquina de moedas para comerciantes

A startup Cata Company, criada em 2011, desenvolveu um equipamento para acabar com a falta de troco nos comércios.

Por meio do CataMoeda, o cliente é estimulado a depositar moedas em troca de cédulas, vale-compras e doações a instituições beneficentes. O consumidor sai ganhando por ter depositado moedas e, ao mesmo tempo, o comerciante consegue moedas para dar os trocos diários aos clientes.

Desde o início das operações do CataMoeda, em 2013, cerca de 125 milhões de moedas voltaram para circulação no comércio, diz a empresa. O equipamento está presente em cerca de 300 estabelecimentos e em 130 redes varejistas.

Em 2016, a Cata Company faturou 12 milhões de reais. Também se internacionalizou e abriu uma unidade de negócios na Flórida (Estados Unidos).

  1. Padaria drive-thru

A Pão To Go é uma rede de padarias fundada em 2013 que funciona de forma inusitada: pelo modelo de drive-thru.

“É possível adquirir o pão, um dos alimentos mais presentes na nossa mesa, e outros itens de padaria sem descer do carro, sem procurar vaga no estacionamento, sem pagar guardadores, sem tomar chuva, sem carregar sacolas e gastando menos tempo em todo o processo”, explica o fundador da rede, Tom Ricetti.

Hoje, a rede de franquias conta com mais de 20 unidades em operação no Brasil. Também há máster franqueados nos Estados Unidos e em Portugal. O faturamento da Pão To Go em 2016 foi de 6 milhões de reais.

  1. Pizza feita por você mesmo

A Oven Pizza é uma rede de franquia de pizzarias criada em 2014 que resolveu adotar alguns diferenciais, diante de um mercado tão tradicional e competitivo.

Nas lojas da marca, o cliente monta a sua própria pizza, podendo escolher entre os 30 ingredientes oferecidos. A Oven também afirma que a refeição fica pronta em menos de dois minutos.

Atualmente, o empreendimento possui sete lojas, entre próprias e franqueadas. Cerca de 35 mil clientes são atendidos por mês. Em 2016, o faturamento foi de 7,7 milhões de reais.

  1. Reserva de hotel por hora

Uma grande ineficiência da maioria dos hotéis é que é preciso pagar, no mínimo, uma diária para se hospedar – mesmo que você só vá ficar algumas horas no estabelecimento.

A startup HotelQuando.com foi fundada em agosto de 2014 pelo empreendedor Pedro Xavier e quer mudar esse quadro. Por meio do site, é possível fazer reservas por pacotes de três, seis ou nove horas, por exemplo.

Para o usuário, o preço é proporcionalmente menor e não é preciso seguir os horários fixos de check-in e check-out do hotel. Ao mesmo tempo, o estabelecimento consegue preencher quartos ociosos. Cerca de 2300 reservas são feitas por mês.

A receita do HotelQuando.com vem quando o cliente que reserva o hotel paga uma taxa fixa à plataforma, de R$ 19,90. O faturamento em 2016 foi de R$ 2,5 milhões. Agora, a empresa está internacionalizando para a Colômbia e para os Estados Unidos.

  1. Treinamento para quem curte energia solar

A Blue Sol Energia Solar é uma empresa criada em 2009 que trabalha com o desenvolvimento e a implantação de projetos de energia solar. Mas, além disso, o negócio também apostou na capacitação de empreendedores e de mão de obra para o setor.

De acordo com a startup, existe muita oportunidade no mercado. Quanto maior o número de empresas no setor, maior será o número de potenciais clientes para a Blue Sol.

“Nossos treinamentos não são restritos somente aos nossos parceiros. Já contabilizamos centenas de empresas que se formaram pela nossa plataforma, mas trabalham com outros parceiros e fornecedores”, afirma o sócio-diretor Luis Colaferro.

A empresa já capacitou mais de 7 mil profissionais. Em 2016, o faturamento da Blue Sol Energia Solar foi de 17 milhões de reais.

  1. Uber de entregas

A Eu Entrego, criada em 2016, inspirou-se no modelo do Uber de economia colaborativa para fazer entregas mais baratas e eficientes. Por meio do aplicativo, usuários independentes podem pedir e realizar entregas para empresas e pessoas físicas, negociando entre si o valor do serviço.

Segundo a empresa, as entregas via aplicativo são em média 15% mais econômicas do que as realizadas com motoboys tradicionais ou Correios. Depois, é possível avaliar o serviço por meio do próprio aplicativo.

Cerca de 5 mil entregas por mês são feitas por meio da Eu Entrego. Apenas no ano passado, o negócio faturou 100 mil reais.

 

Fonte: Exame

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